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quarta-feira, 24 de setembro de 2008


A paz do Senhor a todos,


Devido ao corre corre da vida moderna, tenho demorado para postar, mas em breve estarei contribuindo com mais um artigo vindo de Deus pra mim:

IDE: E OS PARADOXOS DO PREGAI

Espero sua contribuição.

Um abraço,
Irmão André Silva

terça-feira, 16 de setembro de 2008

Fé cega, foice afiada



Em momento algum da história humana, nunca se registrou uma procura tão acentuada por Deus quanto nesse último século. Nunca houve outro período em que o nome Jesus rendesse tanto comentário e busca, mesmo que desesperada. Nunca se viu tanta gente em diversos seguimentos religiosos exercitar a fé, mesmo que cega. Então, o que faz o nome de Deus render tanta procura nesses últimos dias? Por que mesmo cheias de fé, as pessoas se encontram tão vazias e sem Deus?

Não precisa ir muito longe, basta dar um clique na televisão ou escutar o clamor do vizinho, ou mesmo, nos auto observar nos espelhos do dia a dia o quanto Deus está presente em nossas vidas, afinal: “Vinde a mim todos que estais cansados e Eu vos aliviarei”. E é justamente ai, neste alívio, onde se exercita a fé, ainda que cega e distorcida; é na nossa sede que vamos buscar água em poços desconhecidos e profundos sem encontrar água potável e doce, pois quando a sede é grande toda água é boa, na fome as bolotas que os porcos comiam pareciam caviar para o filho pródigo. E nessa direção, muitos vão exercitando uma fé morta por não encontrar o verdadeiro caminho.

Falar da fé tem sido lucro certo, nunca se falou tanto sobre fé. Os teólogos lançam livros a cada semana, a mídia tem escancarado o assunto de forma insigne, a música tem arrecadado milhões em composições enfáticas feitas quase que exclusivamente em nome da fé, de uma vitória que vai chegar na sua vida custe o que custar, até a filosofia, que de tão pouco consultada, hoje é uma das cadeiras principais nos cursos de ciências humanas, tendo um papel elementar na busca da fé ou na sua negação; tudo isto porque, a fé virou comércio e tem manobrado muitos fervorosos num “mito da caverna de Platão” que se repete a cada dia. Eis um motivo forte para a filosofia dar um tapa sem mão naqueles sedentos por Jesus, sendo assim, “conhecereis a árvore pelos seus frutos, conhecereis a verdade e a verdade vos libertará”.

Pelos seus frutos, muitos têm exercido uma fé cega, capaz de superlotar igrejas, andarem de joelhos nas ruas pagando promessas, ficarem em casa sentado esperando a morte chegar, levantarem bandeiras sociais em nome da paz e do próximo, executarem o nome de Jesus nas tantas letras que o anunciam de forma distorcida e até mesmo se vestirem de nova criatura, mas trocando de roupa para acompanhar o ritmo e o compasso do mundo que de tão sedento por Cristo, continua bebendo na fonte errada.

Nessa cegueira espiritual do mundo moderno, as igrejas estão lotadas de pessoas com braços levantados para o alto, clamando por um Deus que eles não conhecem na íntegra, só de nome. Quando seus frutos têm negado a eficácia dessa fé, por não fazerem o que deveria ser feito, mas apenas o que mandam: “vista branco, azul, amarelo, fique de joelhos, ande um quilômetro, ponha um copo d’água em cima do rádio, traga a carteira de trabalho para a porta se abrir, faça o despacho na encruzilhada, suba as escadarias de joelho, acenda velas, jogue flores no mar, saia com o pé direito, não passe debaixo de escada; enfim, faça tudo, menos tentar conhecer a verdade e a Deus como Ele é: simples, ordeiro, amoroso como uma galinha que acolhe todos os seus pintinhos debaixo de suas asas sem discriminação; assim é o nosso Deus que não quer sacrifício de ninguém, nem faz acepção de pessoas, que está de braços abertos para aqueles que abrem a porta do coração para Ele. Por outro lado, o mito da caverna é gritante, quando alguém manobra as réstias na parede da caverna com o ventrículo nos deixando abobalhados com a cena, é assim que estamos: abobalhados, sem poder nos mexer, sem forças para questionar, olhar para trás e observar o que estamos fazendo e quem está nos iludindo até porque, o amor que Deus tem por cada um de nós é muito grande, por isso Ele nos adverte: “Errais por não conhecer as escrituras nem o poder de Deus, toda árvore que não der um bom fruto, será cortada e jogada no fogo”, porque a foice está amolada e em breve a colheita será feita.

Não quero terminar este texto o condenando ao fogo do inferno, ao contrário, quero terminá-lo condenando você de você mesmo. Diagnosticando sua fé que anda míope e precisa ser operada para que veja a luz dentro dessa caverna que você se alojou ao longo do tempo. Essa caverna de tantos cânticos, preces e louvores de um Deus vivo que ainda se encontra morto por não ter conseguido tirá-lo desse buraco negro de tantas verdades hipócritas que o faz sentir mais sede da verdade. A sua fome de leitura em torno da fé, seus ouvidos aguçados têm provado a sua sede por um Deus que você não descobriu ainda, mas sabe que Ele existe ai bem dentro de você, embora em uma penumbra ao se movimentar nas paredes da caverna do mito platoniano.

Sede, exercitada numa fé cega que teima andar no caminho estreito e levar sua cruz dia após dia, mas que quer as facilidades de um evangelho próspero e cheio de bênçãos. Fé cega, por louvar tanto o nome de Deus nas igrejas e nas praças e deixá-lo sempre em último lugar em sua lista de prioridades. Fé cega, de um povo que diz tanto amar a Deus e tê-lo no coração, mas que O nega em suas atitudes e falta de amor, por querer seguir seus próprios caminhos menos o caminho descrito na bíblia pelo seu Criador, em palavras que se cumpriram e vem se cumprindo ditas pela boca do próprio Cristo “Tua palavra é a verdade”, mas negada por muitos que dizem não serem suficientes, quando buscam outras. Fé cega, quando Deus não é suficiente para curar suas mazelas e trazer paz, procurando outros meios e pessoas para darem um melhor suporte para sua fé.

Foice amolada, que fará separação no dia da colheita e esbofeteará muitos daqueles que usam sua própria verdade sem observar as verdades de Deus, por continuar a questionar igual a Pilatos: “ o que é a verdade?” , mas por perceber igual ao centurião romano, mesmo que tarde diante dos fatos: “verdadeiramente este homem era o filho de Deus”.

Verdadeiramente Jesus está voltando pelos sinais que se cumprem. Verdadeiramente amar a Deus sem segui-lo pelo caminho proposto por Ele faz de minha fé cega, ainda que eu não faça mal a ninguém. Verdadeiramente as vãs filosofias têm levado as pessoas a inverterem o caminho, procurando a felicidade dentro da caverna cujo mito alimenta a fome dos fervorosos e os afastam cada vez mais dos caminhos de Deus que mais parecem fardos pesados e difíceis de carregar. Verdadeiramente sua fé pode estar cega, se você não der meia volta e olhar por trás de você e deter esse alguém que manobra o ventrículo que o deixa preso às mensagens doces, mas que amargarão no final. Verdadeiramente a foice está amolada, mas pela grande misericórdia de um Deus verdadeiro e que o ama, que espera você produzir frutos bons e vindos apenas dEle, que é a videira verdadeira e quando o momento certo chegar ele executará sua justiça de amor, cortando e separando o joio do trigo; o trigo que conseguiu permanecer em pé, mesmo sendo sufocado pelo joio que insiste em distorcer e cegá-lo com medo de ser cortado e lançado fora.

Então, corte você de você, suas práticas de suas práticas, sua fé de sua fé, para quando o ceifeiro vir com sua foice afiada não o lance no fogo eterno com sua fé cega.


Até à próxima!

André Silva.


quinta-feira, 4 de setembro de 2008

Quem tem graça suporta



“Exercita-te a ti mesmo em piedade. Porque o exercício corporal para pouco se aproveita, mas a piedade para tudo é proveitosa, tendo a promessa da vida presente e da que há de vir”

(1º Tm 4.7,8)



Preparar-se no caminho e na vida não é uma tarefa fácil, ser um soldado vigilante, um atleta vitorioso e um agricultor paciente nos dias de hoje torna-se difícil por que a vida cristã vitoriosa requer, antes de tudo uma disciplina piedosa.

Muitas pessoas ao longo da vida foram visitadas por Cristo e quando Ele chega o resultado de sua visita implica mudança para dentro do ser, implica graça diária para suportar os embustes da vida, quando Cristo nos visita aquilo que estava morto volta a ter vida, sim nossos projetos, o seu casamento em ruínas, nossa vida vacilante em pecados passa a reviver, porque na intervenção dEle algo tem que mudar; embora a questão não está apenas na intervenção, porque sabemos que o maior desejo de Deus é intervir, mas Ele não pode ser o único agente dessa transformação e para que haja uma intervenção na sua causa é necessário algumas implicações.

Em primeiro lugar o texto acima me diz que devemos nos exercitar em piedade, sim, para sermos piedosos é necessário uma luta diária contra os nossos desejos, então se você quiser ser visitado por Deus, antes de qualquer coisa recue para depois avançar, perda para depois ganhar, é verdade, na vida cristã Jesus nos orienta a perder aqui, a dar a outra face, a caminhar duas léguas com o inimigo, a não julgar, porque aquele que morreu por nós já foi julgado. Sei que esses efeitos exigem de você esforço e paciência, mas quem tem a graça suporta.

Em segundo lugar, o texto ainda me diz que devemos exercitar a nós mesmos e não aos outros, infelizmente queremos, às vezes, que o outro exercite, faça e demonstre o cristão que ele é, julgamos a carreira do outro pelos tropeços diários que ele dá, mas Paulo é claro ao dizer: “Exercita-te a ti mesmo” Eu e você devemos trabalhar como um agricultor plantando diariamente o que é bom, correndo para ganhar o troféu e como soldados defendendo a nossa pátria, o céu celestial.

Em terceiro lugar, Paulo é enfático: “Porque o exercício corporal para pouco se aproveita”. Cristo intervém nas nossas fraquezas e dores, Ele interrompe nossa vida de dificuldades e dar fim aos problemas, para lembrarmos que o nosso esforço é meramente em vão, não sãos as nossas regras comportamentais que nos fará vencer, não são suas crenças e filosofias de vida que o fará triunfar, mas se você tiver a graça pra suportar todas as afrontas ai sim, mesmo lá nos seus vacilos Jesus entra e em cena, interrompe o problema e lhe liberta de todas as amarras por observar que você é dependente dEle.

Observe que há pessoas que correm muito, achando que ao se apressar levarão o prêmio, há pessoas que tentam demonstrar esforço, fazendo média para que os outros vejam nele um exercício piedoso, há pessoas que correm e se cansam, mas quando você tem a graça, as forças se renovam a cada dia, pois o objetivo do soldado é agradar aquele que o alistou, Cristo Jesus.

Porque muitos caídos se levantam? É a graça! Quando há renovação da alma, quando existe o desejo do primeiro amor, as armas são devolvidas, o que estava morto se levanta, uma vez que a graça é o chão firme pelo qual damos um salto para o alto, é o fôlego final pelo qual alcançamos a linha de chegada, mesmo quando tudo está perdido, quando não temos força para levantar as armas, as misericórdias do Senhor nos dão graça pra suportar.

Nessa direção, há implicações para se levantar, há implicações para vermos Jesus operar em nossas vidas, há implicações para colhermos os frutos. Sendo assim, segundo o texto a primeira coisa que temos é uma promessa, Jesus foi claro com Pedro: “E todo o que tiver deixado casas, ou irmãos, ou irmãs, ou pai, ou mãe, ou filhos, ou terras, por amor do meu nome, receberá cem vezes tanto, e herdará a vida eterna.”.(Mt 19.29) Sim, para suportar os ataques preciso deixar o que me enfraquece, preciso abandonar as práticas do velho homem, é necessário para alcançar a promessa exercita-se em piedade.

O Consolador, o Espírito Santo da verdade, é aquele que nos dá graça para enfrentar as armadilhas da vida espiritual, é Ele e não o seu esforço quem produz armas potentes para guerra, porém o nosso esforço é e deve ser tão somente um exercício piedoso e agradecido por suportar em nosso lugar as toneladas de culpas as quais vimos Jesus com elas morrer na cruz.

Nossa vontade de acertar é piedosa, mas nossa vontade de ser sem a graça é a prova de que tal soldado anda desarmado e pronto pra levar um tiro no meio da alma. Que possamos nessa caminhada suportar com graça, levantar cheio da graça, militar com graça e na paciência esperar o prêmio, pois quem prometeu é fiel e não mente.


Até à próxima!

André Silva

quinta-feira, 14 de agosto de 2008

A água e a sequidão humana

Fui formada pelo poder da palavra de Deus, surgi antes da natureza e dos seres viventes, do mais profundo abismo e no mais infinito céu eu existo.
Fui criada para auxiliar a caminhada do homem, das entranhas da terra faço brotar vidas e alimento, saciando a fome de muitos nessa grande cadeia alimentar, por isso a fisiologia humana não pode viver sem mim, embora o orgulho e ambição do homem teimam em progredir e mudar o percurso simples e afluente de minha correnteza.
Pela primeira vez, sinto sede de mim mesma e choro por tanta rejeição e maus tratos. Pela primeira vez, sou obrigada a chorar e derramar minhas lágrimas na terra, que não molham, nem matam a sede dos homens, mas devastam com grande força no meu grito de alerta e desabrigo os homens e animais, mas entendam: sou forçada a abrir minhas comportas, pois meus pulmões não agüentam tanto lixo, tanta fumaça química nos céus por sua omissão.
Eu não consigo entender: vocês dizem que amam a Deus, mas não conseguem cuidar do que Ele fez, então, que amor é esse?
Vocês dizem que amam a Deus, mas antes preferem ostentar sua beleza usando bolsas, sapatos e casacos de peles de animais.
Vocês dizem que amam a Deus, mas antes preferem correr desenfreadamente pelo dinheiro e sucesso, poluindo - me, jogando química no ar, tudo em prol do progresso e do eu, enquanto o Criador fica em último lugar na sua lista de prioridades.
Vocês dizem que amam a Deus, mas não conseguem dar prioridade a Sua palavra, antes preferem priorizar suas próprias verdades, esquecendo-se das verdades do Criador que o chamou para imitá-lo e não para ser concorrente.
A mão humana me faz chorar agora, o homem também chorará, quando minhas lágrimas caírem sobre a terra ou mesmo quando não houver mais lágrimas para derramar, chorará com sede e fome, pois da semente de suas ações brotaram omissão e vaidade, eis ai o porquê de tanta seca: seca de amor, verdade e água.
Só há uma saída para arrancar-me das entranhas da terra e do infinito céu: aliando-se a Deus em amor e seguindo apenas a Ele por imitá-lo. Nunca desaparecerei, pois Deus ama os homens e eles precisam de mim e ainda que eu não esteja mais aqui nesta terra por sua contínua omissão e sequidão, já existe um lugar no qual muitos irão se banhar nas águas do rio vida, lá no céu, na cidade celestial de Deus a qual só aqueles que imitarem a Deus e segui-lo conforme Sua vontade poderão entrar, se banhar e beber-me, (Apocalipse 22.1 -15) assim diz a palavra do Senhor.

Até à próxima!
André Silva.

sexta-feira, 18 de julho de 2008

Jesus: o pão na e da vida

O comer e o beber em Cristo conforme a vivência experimental daqueles que o tiveram ao lado, nada mais foi senão uma radical transformação para dentro do ser। Não há comida que não alimente, nem água que não mate a sede dependendo da perspectiva em que você se encontre; há outras águas, há outros pães pelos quais corremos e lutamos para conquistá-lo na sede de matar a nossa fome de transcendência, mas enquanto Cristo não for o Pão na e da vida, continuaremos a ofertar palavras sem pão nas vidas.
“Nem só de pão viverá o homem”, em contrapartida, Jesus alimenta a multidão com pão material depois de saciá-los com pão do céu, a sua Palavra. Em outros momentos, Ele mesmo afirma que o pai jamais dará pedra se você pedir pão e diante de tantas referências a essa palavra, creio que há muito o que se refletir nela por termos um dia recebido dEle esses pães. Sendo assim, qual é o pão que você está ofertando ao outro? Qual é a nossa missão?
Nessa direção, ofertar pão é ainda uma prática de poucos, tudo isso porque o Jesus que foi o tempo todo doador de pão na e da vida tem sido modificado por algumas pessoas, pela visão levedada de que para receber pão precisa antes ser modificada à moda do grupo. Uns acreditam que o fato de doar pão e fazer o bem o elevará a um grau de perfeição, outros convidam pessoas a conhecerem o dono do pão, mas têm se omitido de alguma forma a alimentar com o verdadeiro pão. Se observarmos a multidão, veremos, como o Mestre viu, a fome das pessoas em todos os aspectos, tanto que com olhar de misericórdia e justiça Jesus faz questão de não despedir o povo de mãos vazias, enquanto hoje estamos vendo muitos despedindo o povo apenas cheio de esperanças – ilusórias, cerceando a fé e ainda retirando dessa gente o pouco que se tem.
Não estou aqui com um discurso Marxista, muitos menos acredito que Marx tenha provado do pão e saciado sua sede na fonte que jorra para vida eterna, uma vez que preferiu apenas dizer que religião é um “ópio social”, sim, há uma verdade implícita nessa declaração, mesmo que nos doa, embora por Ele não ter provado de Cristo como pão que alimenta a alma, observou a trajetória futura de um povo pela perspectiva do capitalismo social que hoje nos aprisiona e nos faz repetir antigos modelos de sociedade sem nada de novo debaixo do sol, se não, permita- me ser sincero em dizer que a igreja deve muito a sociedade, não enquanto sistema, não enquanto placa com inscrição e C.G.C, mas enquanto agência promotora de vida através do Espírito Santo, por sermos nós, seus agentes através da Palavra de Deus. Sim, devemos, porque nesse paralelismo de doar pão, Jesus nos intima a ir a todas as nações e não só ir, mas também ensinar a fim de que o ensino, pela sua Palavra seja objeto de alimento para o povo com fome de Deus e uma vez ensinando, toda essa gente também será no íntimo promotora da mesma prática de doar pão, mesmo sem ver a quem está doando, uma vez que o ensino de Cristo gera gratidão e santidade para dentro do ser, mas não é isso que estamos vendo. Em muitos lugares a igreja nem vai e nem ensina, apenas outorga quem sobe aos céus alimentado e quem fica sem nada, condenado; esperando que as nações venham às quatro paredes do templo se alimentar por si mesma, quando sabemos da cegueira estabelecida nas pessoas pelo deus desse mundo. Além disso, a igreja perde tempo em disputas internas pelo poder, quando a multidão caminha a passos largos e sem o Pão da vida, quando seus membros se preocupam em ter ao esquecer que quanto mais temos, mas somos cobrados por Deus a doar e se não estamos doando estamos devendo e por que devendo? Simplesmente pelo fato de que neste chão não podemos se fixar em nada, pois somos peregrinos, a nossa expectativa é ir embora pra o nosso lar celeste, portanto nossa missão aqui é ir, ensinar, doar e se não o fazemos, somos devedores e seremos cobrados por isso.
Por esse olhar, não estou defendendo o assistencialismo que a mídia tanto ventila com ar de quem se preocupa com a multidão, dar pão em épocas festivas, doar cestas aos pobres certamente é um ato nobre, mas não alimenta, pois antes do alimento físico o povo precisava mesmo era de Deus, porque só Ele conhece suas necessidades, só Ele nos visita quando os amigos se vão, só Ele liberta quando as cadeias aprisionam, só Ele cuida quando a enfermidade nos toca, só Jesus nos compreende quando somos incompreendidos, só Cristo nos protege quando o mal silenciosamente nos espera na estrada, só Ele, porque nos criou, sabe como ninguém qual será o percurso da nosso amanhã. Por isso, por mais que façamos campanhas para matar a fome sem doar o Pão da vida, que mata todas fomes, estaremos caminhando em círculo sem encontrar o solo seguro para repousar.
Do início do seu ministério ao último suspiro na cruz, Jesus se preocupou em dar a multidão um pão sem fermento, nós é que teimamos em levedar a massa para sustentar a tese de um grupo; falamos sobre a verdade, mas a levedamos por não praticá-la na essência. Por isso, há um ópio nas nossas ações enquanto igreja, se não for verdade, veja comigo as dezenas de novos ministérios, placas e inovações religiosas explodindo a cada esquina na sede tesoureira de Judas em reclamar do ungüento de valor derramado aos pés do Mestre, quando aos pobres deveria ser ofertado, há nessa prática um jogo de jargões e frases de efeito para manipular a platéia que desejosa em se alimentar acaba engolindo ilusões, pois com fermento fica mais fácil em transformar Jesus no marketing mais comercializado em todos os tempos. Nunca se vendeu tanta canção, livros, camisas, bótons, bonés, cordões, fitinhas, dvds, pulseiras na história moderna e comercial desse século, nunca se teve tanto lucro com Jesus, o Pão da vida, enquanto a multidão caminha faminta de pão e do Pão, Cristo Jesus, cambaleando nas calçadas da vida sem teto e sem esperança de ser alguém aqui ou amanhã na Canaã celestial se a morte chegar.
Diante dessa perspectiva, qual a sua preocupação quando você, cristão, observa essa multidão sem pão e sem Deus? Chora ainda você pelo carro novo que ainda não trocou? Murmura ainda você pelos sonhos que seu ego fomentou e não conseguiu realizar? Reclama você ainda da vida quando a chuva cai ou quando faz muito calor? Ou ainda resmunga você pela a roupa, quando ao abrir o armário tem o privilégio de escolher a cor e o modelo, reclama ainda você? E o que dizer da multidão sem pão e sem nome na praça, bêbadas, drogadas, na sarjeta, deprimidas, sem teto, trancafiadas em grades como animais, enjauladas pelo circo dos juros de uma economia que os separa e os deixa anônimos para sempre, o que dizer deles, o que faz você por eles? O que dizer sobre a outra multidão que com dinheiro e pão caminha ao largo sem o Pão da vida? O que tem feito você por essa gente, sendo você, ministro ou servo dAquele que o intimou a ir e ensinar para alimentar e matar a sede com a Fonte da vida eterna nessa Palavra que carregamos pra cima e pra baixo sem efeito e sem causa? O que temos feito? Terá você ainda coragem de declamar versículos inteiros ao microfone sem ver a transformação nas vidas e sem ser você mesmo objeto dessa transformação? Adiantará estar em quatro paredes adornadas de mármores numa decoração lustrosa se a cada dia, pessoalmente, lavamos as mãos como Pilatos ao deixar essa multidão caminhar para a morte eterna, quando temos o poder físico de fazer a nossa parte e não fazemos, qual é a sua justificativa?
Jesus ofertou pão na vida e para a vida, a fim de que eu e você, alimentados pelo Espírito Santo, possamos também ser vida na vida de tantos ao redor de nós. Separados da corrupção do mundo, santos e imitadores de Cristo, mas antes de tudo, olhando como Ele olhou, amando como Ele amou, crendo no poder dEle que transforma os mais sombrios cativeiros da alma, crendo que nEle, através da nossa fé, até as montanhas se mudam de lugar, que os nossos sonhos se realizam e que na cruz diária de cada dia, somos mais que vencedores, porque por amor a nós, mesmo pelas tantas falhas que cometemos em seu nome, sua misericórdia tem sido infinita em nossas vidas.
Sendo assim, se somos mesmo cristãos chamados para fora, Eclésia de Cristo, ensinemos sobre o pão sem fermento e sem o nosso tempero, mas ao sabor, à moda e com o sotaque dEle, aquele que é Pão na e da vida aqui, agora e para sempre, Cristo Jesus.

Até à próxima!
André silva.

sexta-feira, 13 de junho de 2008

Quando errar faz bem


Você já se arrependeu de uma alguma coisa que fez? Essa é uma pergunta universal na boca de muita gente, embora de forma mal empregada, as pessoas por estarem presas a regras culturais e comportamentais, acreditam que seu erro nem deve de longe ser contado, experienciado e vivido, tudo porque nossa justiça própria diz que somos livres, quando a liberdade mais parece uma prisão.
Por essa ótica, nascemos numa sociedade onde errar faz mal e deve ser banido da possibilidade do erro até existir na mente, porque fomos ensinados a ganhar, a sempre acertar, por isso quando erramos ficamos perdidos sem saber administrar as suas causas e suas possíveis conseqüências. Você já parou pra se perguntar o porquê se arrependeu? O que é arrependimento e até que ponto é necessário se arrepender?
Imbuídos por esses questionamentos, acredito que as pessoas ao errar ganham novas oportunidades de acertar, portanto não faz necessário o arrependimento, uma vez que arrependimento só existe se ele for irreversível, pois é um caminho sem volta, é o não fazer nunca mais e para tais atos na vida o arrepender-se se faz necessário em duas perspectivas: quando erramos com o outro e quando erramos contra Deus. Fora disso, não deve haver arrependimento, porque se não a vida acaba se limitando a um cenário teatral.
Se observarmos, as pessoas vivem vestindo um personagem para, na frente das pessoas, viverem uma coisa que não existe, pois somos fracos, tendenciosos ao erro, o problema é que dos dois lados há um abismo: a minha justiça própria e a hipocrisia de não aceitar que ao errar, posso está aprendendo a levantar mais forte.
Nesse caso, há muita gente querendo aprender sobre a vida com os erros dos outros, é bem verdade que as falhas ficam para observarmos, mas quem disse que as quedas são iguais? Ninguém adultera pelo mesmo propósito, ninguém fornica pelo mesmo propósito, ninguém rouba, odeia, se enciúma, calunia, mente da mesma e com os mesmos propósitos, os dedos das mãos nunca serão iguais, no erro há uma causa por trás que deve ser melhor trabalhada para que o erro não persista. A questão está nas causas, mas nossa justiça própria só aponta as conseqüências porque somos tendenciosos a apontar o erro, nunca as virtudes. Com isso, enchemos o pulmão para dizer que não fazemos o que o outro fez, quando sabemos que o pecado rodeia a todos e entra naquele que der brecha.
Vejo muita gente com medo de viver pra não errar, com medo de amar pra não sofrer e acabam nem vivendo e nem amando, tudo porque acreditam que perder é ruim, que errar faz mal, pois tempo é ouro, quando o tempo passou e nada foi feito.
Viver é ação e reação, muita gente nem quer agir, nem sentir os efeitos, mas querem esperar sentadas suas vitórias, não querem participar ativamente de suas conquistas, por medo de se ferir, querem viver se arrependendo sempre, é uma pena que muita gente pense assim, é uma pena ver pessoas arrependidas de ter vivido, sem ter tirado proveito dos erros que a vida nos proporciona, até tento entender tal reflexão, quando somos cercados por frase do tipo: “O que as pessoas vão pensar de mim?” Sei que o dedo acusador das pessoas fere, machuca e nos direciona às vezes a quartos escuros, aos efeitos colaterais dos remédios, porém precisamos lembrar que somos seres humanos limitados, portanto toda vez que quisermos viver, o erro acontecerá, senão se tranque no quarto e vegete, embora até vegetando você erra por não se dar a oportunidade de acertar.
Nesse caso, muitos cristãos observam os personagens bíblicos por uma perspectiva mitológica como seres mágicos e que não erraram, porém, quando encontramos algum personagem o qual trouxe sobre si as marcas do erro costumamos falar justamente do seu erro: Jacó, Davi, Sansão... Quando José do Egito é mais lembrado pela sua bravura diante do pecado, sem percebermos suas fraquezas existentes nas entrelinhas do texto. A mentira de Jacó foi necessária, ponto de partida para ele conhecer a Deus por ele mesmo, através de sua experiência pessoal. Quantos estão vivendo um evangelho camuflado e sustentado na visão do: “não pode, não pode, não deve”, quando lá dentro estão querendo tudo, quantos estão vivendo uma rotina e não uma vida cristã, por esquecer que Deus não olha, nem julga como o homem, mas usa de misericórdia acaso você queira ser tratado; quantos aceitam o Jesus da igreja sem aceitar o Jesus do evangelho, porque o Jesus da igreja parece mais um juiz implacável, irado e não dá oportunidades de voltar atrás em suas decisões.
Não estou querendo aqui dizer que pecar é bom, que devemos praticar o pecado pra sentir o sabor dele, nada disso, apenas dizer que não somos tão fortes quanto pensamos, dizer que se alguém pecar temos um advogado, Jesus Cristo e não as pessoas ou nós mesmos. Esse fragmento da 1º epístola de João é linda, pois ela expõe de forma contundente quem somos e o que devemos fazer: “não pequeis, mas...” Parece que João, tanto quanto Paulo e Jesus sabiam das nossas limitações e sem o erro poderíamos correr o risco de não conhecer as misericórdias de Deus.
Diante do erro, Sansão foi preso, ficou cego, sem crédito diante de muitos, mas num momento espetacular ele lembra que o seu Deus ainda poderia atendê-lo, porque suas misericórdias não têm fim. Muitos pregadores costumam a dar mais ênfase na queda espiritual de Davi, mas não mostram sua sinceridade em reconhecer o erro os Salmos 51 é lindo, porém menos praticado hoje em dia, quando muitos preferem varrer o erro pra debaixo do tapete, tudo isso para viver de bem com o grupo social sem perceber que essa prática é farisaica: por isso estão, com esse pensamento, levando as pessoas a dar mais importância à santificação por fora sem frutos que se produz dentro. O povo de Israel havia traído Deus, Ele mandava chuva, o sol, o grão e a colheita, mas o povo agradecia tudo isso aos milagreiros, a Baal, e isso enciumava o coração de Deus, mesmo assim ele continuou amando o seu povo, porque sabia que no fim, seus escolhidos se arrependeriam e voltariam ao primeiro amor, dando louvor, glória e culto apenas a Ele, Jesus o Deus do cosmo.
Arrependimento é isso, ser sincero, ter senso crítico diante da situação, já o errar serve para medirmos nosso senso crítico, se ele está amadurecido pra tomarmos decisões ajustadas para que o erro não venha, por nos lembrarmos de suas duras conseqüências.
Então, porque errar pode fazer bem?
Em primeiro lugar, nossos erros nos farão bem para nos auto conhecer, conhecer nossas limitações e com eles traçarmos metas a partir das dores que os erros nos deixam. Não podemos continuar caminhando com as pernas dos outros, o fracasso do outro pode ser objeto de análise, mas nunca poderemos experiênciá-los, bom mesmo é cair, batermos a poeira do corpo e nos levantarmos através da nossa vontade de acertar. Porque Deus ainda tem uma saída pra você, Deus ainda há de levantá-lo, ainda há de apostar na sua pessoa, se dependermos do olhar julgador dos outros, acabaremos ali, ninguém estenderá a mão, mas o projeto de Deus para sua vida é salvação e não derrota.
Em segundo lugar, errar pode fazer bem para nos lembrar que somos dependentes de Deus, portanto não devemos agir como super crente, pois se nos intitularmos como tal poderemos ser idolatrados, se Davi não adultera, o povo o idolatraria pelo excelente reinado e lindas melodias feitas ao Senhor, se você não erra ou diz que é forte suficiente, acaba cometendo um erro: perfeito, só Jesus. Se você não erra, deixa de ser dependente, se tornando um super – homem, esquece que a vida e a nossa carne expelem criptonita a nos enfraquecer nas caminhadas da vida. Se você não erra, pra que buscar a Deus, pra quer orar a Ele, você é sempre forte, se mostra impecável, nunca mostra suas falhas, então ou você mente muito bem ou é hipócrita ou perfeito, porque errar faz parte da vida.
Em terceiro lugar, errar pode fazer bem para nos lembrar do preço das suas conseqüências e ao pensar nelas, daremos um passo atrás, ao refletir pelo que já passamos, podermos dizer: é melhor recuar do que sofrer a pena, não vou avançar o sinal, porque o mal está na minha frente, eu já o vi de perto, não vou errar mais, eu já conheço sua voz.
Em quarto lugar, precisamos lembrar que o erro não é fim e sim o começo de uma nova chance pra recomeçarmos mais fortes, errar é poder viver aqui e agora como pessoas sinceras e sem neuras diante de Deus, que vê tudo, e dos homens, portanto errei sim, mas quero acertar, você me ajuda? Se não ajuda e apenas julga é porque seu olhar nunca foi cristão, mas farisaico, não observou a Palavra de Deus que diz: devemos suportar a fraqueza do outro, esqueceu de ler que o amor tudo espera e suporta, portanto lembre: aquele que está de pé, se achando forte, cuide para que não caia e aos que errarem, não escute a voz inimiga dizendo que não há mais jeito, lembre-se de que você tem um advogado, amante de sua alma o qual se você pedir pão, não irá lhe dar pedra.
Reconhecer o erro como perspectiva para um aprendizado é regar uma planta que não recebeu água há muito tempo, falo isso porque somos demagogos na arte de amar, falamos que amamos, mas na hora do erro do outro, somos os primeiros a jogá-lo no mar do escanteio, somos os primeiros a apedrejar as madalenas da vida, somos os primeiros a olhar de longe os pecadores esquecendo que eles têm uma alma.
Jesus não teve medo de errar, por isso nunca errou, Jesus não teve medo da cultura do grupo, “o que vão achar de mim?” Jesus não teve medo de errar, pois sabia que a vida trás surpresas, logo defende Madalena das pedradas hipócritas, come com pecadores, defende a mulher adúltera que derrama óleo sobre seus pés porque como homem Ele queria mais estar em ação e somente em ação poderemos produzir frutos. Jesus sabia que os erros das pessoas eram na verdade um falta de visão ampla da glória que nos espera quando Ele nos vier buscar, erramos por que esquecemos do céu que Ele prometeu, mas Oxalá que ainda erramos e podemos amadurecer nEle, para não sermos tragados com o mal, aleluia que você é dependente e quer se banhar nas águas da misericórdia desse Deus que te ama.
Por isso, amadureça, para não errar, ande com suas próprias pernas para não depender das experiências dos outros e se errar, lembre das misericórdias de Deus e dependa dEle para se levantar, porque Jesus nasceu e morreu por e com objetivos e vontade própria, para que os meus e os seus erros sejam um dia e para sempre aniquilados nEle aqui, agora, e para sempre.

Até à próxima!
André Silva.

domingo, 4 de maio de 2008


Quando o inverno chegar

A intimidade é, antes de qualquer coisa, um desaguar da alma sem reservas a fim de propiciar um relacionamento aberto e sincero com o Pai, está longe de ser apenas uma simples busca, um respaldo para aliviar as tensões ou mesmo uma barganha gerada pela idéia de que estar com Deus será sempre um raiar do sol na primavera da vida.
“Se alguém quiser vir após mim, tome sua cruz e siga-me”.
Pensar na intimidade com Deus pelo simples fato de apenas agradar a sociedade carismática local, de ser visto como alguém santo e que busca, faz de nós meros romanos, quando passamos a orar pelo ter sem se achegar a Ele Por Ele mesmo, pela sua maior representação de amor, mesmo quando o magoamos.
Muitas pessoas correm para os braços da intimidade, talvez com propósitos deslocados, pois no verão da vida, com o sol brilhando e as realizações acontecendo geralmente essa procura desacelera, porém quando chega o inverno a busca se apressa, os dias se tornam nublados pelos problemas da vida, então buscar a intimidade nos dias de tempestade nos faz crer que a misericórdia do Senhor irá ser abundante, mas na verdade a intimidade e o desejo de se estar com Deus a cada dia deve ser o princípio de tudo.
Vale ressaltar que muita gente não se encontra preparada para o inverno, porque ainda há muitas goteiras no telhado da alma a se consertar e esses reparos não se faz no inverno e sim no verão, quando tudo está brilhando, quando o dia está feliz, quando as coisas estão bem, ai sim é urgente o desejo de intimidade para que superabunde a graça de Deus em nós e os frutos sejam resultados latentes e visíveis, assim na intimidade temos um ângulo melhor das coisas, nosso campo de visão amplia, o temor ao Senhor fica evidente em nossas ações não porque nos ensinaram que Ele terrível, que faz justiça, mas pelo simples fato de analisar a contradição em dizer que servirmos a esse Deus de amor, quando não sentimos desejo de estar com Ele por tudo que Ele é pra nós.
Nesse caso, onde você está agora? Vivendo o verão radiante da primavera ou já chegou os dias de inverno? O que você tem feito nos dias maravilhosos e felizes de sua vida?
Em primeiro lugar, é necessário entender que há felicidade mesmo nas tempestades da vida, que os dias bons não são necessariamente matérias, se a tempestade chegou, entenda, existe um caminho, existe uma cruz para carregar, suporte-a, carregue-a, tenha bom ânimo.
Infelizmente muitos caem, mesmo buscando e trabalhando para o Senhor, todavia precisamos entender: mesmo quando lá dentro já estamos entregando a as armas e tombando nas calçadas da vida, existe um propósito para tudo debaixo do sol e por falta da real intimidade traduzida em sinceridade e amizade confidente com o Pai perdemos muitas vezes o ânimo de caminhar, de acreditar, de estar com Deus por ser Ele nosso amigo fiel.
Em segundo lugar, somos impulsionados até mesmo pela comunidade local a buscar ao Senhor pelo poder dEle em realizar coisas, pelas manifestações que Ele possa gerar em seu meio, às vezes colocamos o nosso verdadeiro amigo sentado no trono inatingível, num lugar no qual nunca alcançamos, vestimos Deus com outra roupa, por isso somos íntimos até dos inimigos camuflados de amigos, somos íntimos do tempo por nos entregar a ele com esmero em propósitos matérias do ter sem ser na essência, queremos sempre o verão, queremos sempre vislumbrar o sol raiar pela manhã sem lembrar que haverá na caminhada o inverno de muitas águas fortes que desemboca no mar do escanteio, no mar da angústia, no mar do esquecimento, no mar da falta de espiritualidade e intimidade, no mar das solidão e das portas fechadas para as nossas realizações pessoais, no mar da falta de oportunidades na igreja local, enfim queremos ter, mas sem intimidade até conseguimos ter, mas de forma limitada, porque a nossa visão está aquém do que uma intimidade real com Deus nos proporciona, sem intimidade nossa visão é apostólica romana, é farisaica, é ameninada por não nos doer na alma como doe no coração de Deus tanta hipocrisia no meio do povo, tantas disputas em estar sem ser, porque longe da real intimidade na se pode sentir na pele a necessidade em servir melhor a noiva, mas apenas em fazer média e criar para si um palco de aplausos, mesmo assim, Jesus ainda dá um sopro no tempo, traz o inverno para que na busca por misericórdia a real intimidade seja em si restaurada.
Em terceiro lugar, sem cruz na caminhada nossa vida de intimidade é uma mera farsa, não podemos ter medo dos abismos, afinal sempre há no abismo terra firme suficiente para darmos um salto para o alto; então o que devemos é preparar a casa espiritual antes da tempestade e quando o inverno chegar por sermos íntimos do Deus que tudo pode, teremos a tranqüilidade de Daniel em continuar orando a Ele três vezes ao dia confiantes de que, mesmo na sentença de morte do rei, o nosso amigo dos amigos fará o leão dormir, teremos a paciência de Jó em esperar em Deus ainda que Ele nos mate, pois no fim das contas o nosso redentor vive e se levantará, teremos a confiança de Abraão em entregar aquilo que mais temos de precioso, sabendo que se nos for tirado, Deus providenciará outro melhor, pois Ele nos conhece e sabe o nosso amanhã.
Sendo assim, quando o inverno chegar não se justifique, apenas se renda a ouvir os conselhos do seu criador, não se afaste ao pensar na possibilidade de um possível fracasso, afinal eu e você temos um advogado espiritual, Jesus Cristo o justo; não se atemorize como Davi diante do erro, existe perdão pra você e um inverno ainda maior como conseqüência dos nossos atos, mas as mãos do Senhor não deixarão de ser prosperas em nossas vidas, apenas o desejo dEle nesse inverno que você está passando é que você se coloque como barro nas mãos do oleiro e por fim ser você no verão um servo realmente íntimo e amadurecido para quando o inverno chegar haja em você, em mim, em nós uma busca fidedigna, não por ser Ele o resolvedor de problemas, mas nosso amigo íntimo em qualquer estação.

Até à próxima!
André Silva.