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domingo, 3 de maio de 2009

Nas mãos do velho homem




“Os alimentos são para o estômago e o estômago para os alimentos; Deus, porém aniquilará, tanto um como os outros. Mas o corpo não é para a prostituição, mas para o Senhor, e o Senhor para o corpo.” (1ª Co 6.13)


Muito se tem escrito sobre os fracassos nos relacionamentos, sobre as frustrações em alguns casamentos que mal começaram, nas decisões encalças, nas fraquezas daqueles que almejam acertar. Há uma enxurrada de livros sobre o assunto e ainda não tenha escrito nem um terço das causas, conseqüências e possíveis soluções, posto que assassinar as paixões não é tarefa fácil, principalmente se levarmos em consideração as inclinações do velho homem, suas motivações, medos, neuras, desejos e predicados contextuais. Então, o que nos impulsiona agir de corpo? Escolher pelo e com o corpo?
Em primeiro lugar, alguns autores discorrem sobre o contexto da modernidade jogando toda ou parte da culpa dos nossos fracassos espirituais como se as pessoas fossem manipuladas inocentementes. É bem verdade que os instrumentos da mídia em geral têm nos bastidores essa função, mas nenhuma ação se torna reação se em mim ela não tiver poder, assim entendemos que as ações da mídia no homem moderno é resultado do poder de influência sobre cada um, portanto os anúncios, jornais, revistas pornográficas, novelas, filmes e o mau uso da internet têm motivado algumas reações pelo simples fato do corpo ser alimentado e se o corpo foi alimentado é porque estava com fome e se com fome é porque estava pouco a pouco se inclinando ao prato, fator pelo qual o próprio Jesus não caiu na emboscada da ação – reação quando em quarenta dias com fome estava, antes preferiu dizer “Nem só de pão viverá o homem...”, sim, o corpo é metáfora de nós mesmos, ele é o que defendemos ser nos bastidores da vida, lá quando ninguém nos vê, quando as luzes se apagam e o oculto entra em cena.
Na contramão das reações, não poderíamos culpar a mídia, embora saibamos de suas armadilhas, a questão é: O que somos? O que defendemos? Quem somos nos bastidores do corpo, lá onde ninguém pode escutar os gritos do velho homem ruminando seu alimento predileto: as concupiscências. Sim, quem somos nós?
Responder a tais perguntas nos levaria a descobrir as raízes dos problemas nos relacionamentos em vésperas de fracasso, nos colocaria frente a frente ao espelho da verdade, infelizmente a face refletida no espelho tem sido mais verdadeira e real que nós mesmos, por isso poderemos julgar que o diálogo com Deus, com o outro e com nós mesmos têm estado ausente, até porque antes de se alimentar desejamos, desejo causado pela ação – reação do corpo, mas só alimentados se poder tiver sobre nós e para que a fome não nos cause reações contrárias, precisamos entender nossas limitações, porém temos a mania de camuflar nossos mais negros segredos, temos a cultura de mascarar nossas dores, taras, manias que ao se confrontar com as reações do corpo se lambuza com o banquete que a oferecemos, logo a mídia é o banquete dos olhos do corpo, são as guloseimas numa diabetes que nem dói nem se detecta a olho nu, mas surge de mansinho; então pare agora! Se não está sabendo usar a internet, se ao ficar a sós o dvd tem sido um banquete para os filmes pornográficos, se as playboys e G’ magazines e até mesmo as revistas de vendas de lingeries têm sido o combustível que dá poder sobre você, pare em nome de Jesus, porque nem só de pão viverá o homem, mas de toda Palavra que sai da boca de Deus.
Através desses e outros elementos, o homem se sente cercado entre o ser e o não ser, falta-lhe a respiração na hora da tentação, mesmo com o espírito pronto, falta coragem para assumir que o câncer do pecado está tomando conta do corpo, falta coragem para encarar a quimioterapia no gabinete pastoral em busca de ajuda, por outro lado faltam também apascentadores nos gabinetes da vida, porque o gabinete transformou-se, em alguns lugares, em gestão financeira de “lucros – alma”, quando a alma ficou presa nas mãos do velho homem e sem forças para retroceder ao seu bel – prazer, escolhendo assim pelo corpo e com o corpo que essa terra ainda há de comer.
Dessa forma, nada pode ser feito, a não ser que a quimioterapia faça efeito na consciência e o remédio da oração seja tomado regularmente na hora exata, se não o corpo fica a mercê do velho homem, vagando pelas as avenidas de uma certeza incerta, decidindo com o olho nu ou com o coração, que de bom nada tem, acreditando nos seus passos que pouco a pouco vão cavando a própria cova no inferno que o espera, embora de cetim, brilho, grife e posição sócio - eclesiástica esteja coberto o corpo.
Sim, minha irmã tem solução, sim meu irmão o remédio da oração tomado regularmente na hora certa é um antibiótico de mil miligramas contra a pneuma da alma. Sim, buscar ajuda junto ao seu apascentador o fará enfrentar as reações do corpo, mas é exercitando o espírito em jejum, é se esvaziando da carne, que o corpo vai morrendo e o espírito tomando fôlego para responder com voz forte: eu não preciso desse alimento, eu preciso da Palavra que sai da boca de Deus.
A partir daí poderemos desenhar a arquitetura do velho homem e mostrar seu desequilíbrio diante as diversas situações. Jesus por sua vez era um homem sensato, seu corpo teve fome, mas ele rejeitou transformar as pedras em pães, visto que atender aos apelos do corpo seria jogar quarenta dias de jejum fora, seria agir com ansiedade, seria deixar o caminho, o alvo: a cruz.
Observe que o velho homem, o diabo, nos oferece comida aos poucos, primeiro ele tenta matar a fome de Jesus, segundo pede para ele pular do alto do pináculo e assim dar um espetáculo, terceiro, prostrar-se. O velho homem alimenta seu desejo, depois faz você se revelar para todo mundo envergonhando a igreja e por fim desviar-se se lambuzando com o prato. As táticas são variadas desde um simples olhar, um gesto, um pensamento para desembocar num vai e vem das emoções, numa repetição igualzinho as colheradas que colocamos na boca quando o paladar acusa que a comida esta gostosa, vamos comendo pelas beiradas, depois acabamos por lamber o prato. Então cuidado, nem toda comida gostosa é sadia, mas é um canal para algumas doenças que explodem numa simples gastrite, num diabetes ou mesmo num câncer no velho argumento que o meu corpo está forte,quando fracos somos diante de qualquer doença, ninguém venha dizer que fica em paz quando a doença nos assalta, mesmo depois dos remédios, o corpo se reabilita, dá sinais de melhoras, mas a cura total não existe, somente quando nos livrarmos do corpo dessa morte, só nas mansões celestiais estaremos livres, aqui estaremos sujeitos a tomar remédio controlado todo dia, o diagnóstico é o mesmo para todos cristãos: Vigiar, orar, jejuar e se alimentar da Palavra do Senhor, que o pão do céu, essa receita é infalível contra o vírus do velho homem.
Já entendemos que a mídia ou a modernidade não pode ser justificativa para a queda. O que interessa saber é o que nos leva a ficar nas mãos do velho homem? Por que ele exerce tanto poder sobre nós? Como se livrar das garras desse homem caído? Essas respostas nós iremos construir juntos, portanto estaremos abordando nas próximas postagens.

Até à próxima!
André Silva

sábado, 25 de abril de 2009

A Paz do Senhor a todos


O que fazer quando somos prisioneiros de nós mesmos?


Responda comigo essa pergunta ao ler
meu próximo texto.


Nas mãos do velho homem

Em Breve!


Até à próxima!
André Silva

terça-feira, 14 de abril de 2009

A vida da morte



A noticia chegando de assalto e um calafrio tomando o corpo, assim é o momento que abrimos a porta para morte, embora intuitivamente sabemos que ela mora nas calçadas da vida. A morte é atrevida, ousada, não pede licença para entrar, é irônica, sombeteira e vive nas espreitas de nossos deslizes. Se a observamos de fora, assim como ela fica a nos assistir, teremos um outro olhar sobre este estigma da vida humana.
Há outras mortes além desta, mortes necessárias para estancar o fluxo do germe do pecado que também insere morte. Há mortes belas de um amor que se instaura devagar e vai nos tomando por completo e só por completo se entende na madureza da vida, que amar é privilégio de maduros, na maturidade em entender que é preciso estar morto para conceber todo esse peso de amor que Deus nos doa e nos impele a morrer para amar, mas há tantos que recebem amor e não desejam morrer para concebê-lo e conhecê-lo. (Isaias 59.2)
A notícia chegando em náusea, o desespero tomando conta, a saudade já se fazendo presente e o nosso medo interior de ficar só ou mesmo de perder aquilo que mais temos de precioso, quando em Cristo não perdemos nada só ganhamos. Diante da morte ficamos assim: fragilizados, parece que nos falta o raciocínio, o equilíbrio. Jesus ensinou que até na morte é motivo para glorificar o seu nome e ver a olho nu o milagre acontecer.
O caixão já no meio da sala, as pessoas chegando com os rostos vincados, a tristeza tomando conta do ambiente, algumas pessoas falando baixinho: ele era um bom homem, era uma boa mulher, que Deus a/o tenha num bom lugar, como se a morte fosse apenas um tele transporte para um cenário desconhecido, como se ela fosse um fim, quando ali começa a vida. A morte, por sua vez, nos olhando atentamente, mirando a próxima vítima e em deboche silencioso aplaudindo ela mesma sua atuação como atriz coadjuvante. As pessoas ali no seu último momento com o corpo, como se o corpo bastasse e fosse preciso existir corpo ou imagem para haver lembrança. (Lucas 20.38)
Precisamos amadurecer mais, e receber a morte como quem recebe um presente, afinal em Cristo, nas mansões celestiais, há um prêmio que nunca se acaba, a traça e a ferrugem não consomem, os ladrões não roubam, a doença não chega, (Mateus 6.19,20) lá todos estão sarados das chagas desse mundo, precisamos morrer por dentro, queimar e assassinar nossas taras e manias, pois quanto mais alimentamos nossa carne, mas distante do prêmio ficamos, quanto mais vida damos a ela é que os fantasmas do velho homem nos assombram nesse vazar premeditado entre o ser e o não ser. (Efésios 4.17 – 32)
A hora do último adeus chegando, a sala se abarrotando de gente na oração final, para entregar a alma a Deus como se esse fosse o nosso papel, tentamos erroneamente fazer o que não está no nosso poder, antes da morte tentamos interromper a sua chegada a todo custo sem entender que ela está sentada do lado de fora esperando o momento de bater a porta e entrar, afinal diziam alguns judeus: “não poderia ele que abriu os olhos do cego, fazer também com que este não morresse? (João 11.37) Essa fala tão nossa soa como desespero daquele que não se prepara, não espera, nem tem esperança, mas só espera o tudo daqui. Em contrapartida Jesus antes já anunciava que Lázaro iria ser despertado do sono da morte e com muita tranqüilidade, Cristo não faz uma oração para entregar o defunto nas mãos de seu Pai, seria um contra censo, se Jesus é vida não faria inúmeras rezas para colocar o morto num bom lugar, mas Ele ora ao pai e o entrega a vida (João 11.40 – 44), porque diante da morte, aqueles que crêem nEle, crê no sentido de ter esperança e não de acreditar apenas, esses sim, têm a morte como um presente final, esses dizem a morte vem, esses dizem até quando nos deixarás viver nesse lixo chamado sociedade, quando nos arrebatarás para ti mesmo, quando? (Mateus 24.13)
A morte zomba dos desesperançados, trafega pelo meio da casa fechando todas as possibilidades de alegria e contentamento, traz consigo todos os misticismos, tudo faz mal, quando o mal já existia e não o matamos, apenas continuamos a alimentá-lo transformando ele num gigante a destruir nosso templo sagrado, o corpo. A morte vai adentrando devagar sem percebermos, sobrevoa e faz ninho sobra nossas cabeças, então andamos, corremos, rimos, viajamos, dormimos, amamos sem perceber que estamos mortos – vivos, dando vazão a opinião própria: “esse é o meu jeito de pensar” sem entender: “Ora, nós sabemos que Deus não ouve a pecadores; mas se alguém é temente a Deus e faz a sua vontade a esse ouve”. (João 9.31)
De um lado a morte é bem - vinda de outro ela é inimiga, porque vive para frustrar nossos sonhos. A morte é a prova de que quanto mais desobediente sou, mas ela tem poder sobre mim, é a colheita de um plantio forjado no meu interesse próprio, a morte é a certeza de que o exterior santo não basta para vencê-la se lá dentro de nós ainda temos os mesmos ciúmes, invejas, intrigas, julgamento alheio, mentiras, traições, desejos carnais desenfreados, cobiças, misticismos, incredulidades, rebeliões, desobediência, taras, glutonarias, bebedices, cachorrices e coisas semelhantes a estas, sim! A morte está lá reinando no íntimo do nosso ser se acharmos que basta apenas fazer parte de um grupo, levar a cesta básica ao oprimido, orar muito, trazer no rosto o ar de piedade, se vestir com as roupas da religião e apenas dizer: eu não mato, não roubo, não fumo nem bebo, como se isto bastasse para a morte não fazer morada dentro do ser. A morte é a paixão da carne, é o vai e vem das emoções, é o brilho latente do orgulho, é a mais pura canção de amor quando cego estamos, a morte é a beleza que formoseia o corpo a quem damos tanta atenção, quando a alma precisa ser lavada e regenerada. (Apocalipse 2.10,11)
É necessário que matemos a morte do ser, que é o pecado de cada santo dia, e que abracemos sem temor a morte que quer matá-la: os frutos do Espírito. Sim, para obtermos os frutos temos que morrer para o mundo e para nós mesmos. (Gálatas 5.16- 26) Por isso, a vida da morte é um germe sem sabor, sem cheiro e sem dor, mas mata e corroi como uma praga no cafezal, precisamos deixar de dar vida a morte, exterminando-a com a morte da cruz, com o sangue puro carmezim, com um não ao que Deus não se agrada, com um basta a frieza que se instaurou, pois a vida só é vida se o ser salgar e iluminar, (Mateus 5.13 -16) a vida só é vida se o ser imitar aquele que escolheu morrer primeiro para vida nos dar, (Efésios 5.1,2) mas a vida da morte é morte não só física, mas espiritualmente eterna.

Até à próxima!
André Silva

quinta-feira, 9 de abril de 2009

Amor que vence
(Hino 27 da Harpa Cristã)

Amor, que por amor desceste!
Amor, que por amor morreste!
Ah! quanta dor não padeceste,
Meu coração pra conquistar,
E meu amor ganhar!
*********************************
Amor, que com amor seguias
A mim, que sem amor Tu vias!
Oh! quanto amor por mim sentias,
Meu Salvador, meu bom Jesus,
Sofrendo sobre a cruz!
**********************************
Amor, que tudo me perdoas!
Amor, que até mesmo abençoas!
Um réu de quem Te afeiçoas!
Por Ti vencido, ó Salvador,
Eis-me aos Teus pés, Senhor!
**********************************
Amor, que nunca, nunca mudas,
Que nos Teus braços me seguras
Cercando-me de mil venturas!
Aceita agora, Salvador.
O meu humilde amor!
**********************************
Até à próxima!
André Silva

quarta-feira, 25 de março de 2009

Tempo?


Há sempre tempo para tudo debaixo do sol
Mesmo quando ele se põe e o dia se vai
Há tempo para tudo, mesmo quando o tudo se esgota e perdemos a paciência

Ao olhar o horizonte sobre uma montanha, percebo que o tempo é frágil
e nós humanos tolos
em não perceber que tudo acaba e recomeça

Choramos por não lembrar que, até as aflições,
existe um dia exclusivo para elas

Sim, há tempo para tudo, mesmo quando tempo nenhum temos o dia inteiro
Para aquele que tem tempo: mentiroso

Para aquele que não tem tempo: irresponsável
Pois nesse intervalo de tempo há uma escolha:
você decide ou não
Dependendo disso serás sábio diante do Senhor
que ver tudo o tempo todo.



Até à próxima!
André Silva

segunda-feira, 16 de março de 2009

Supérfluos



O dia levantou-se quente, horas antes, muitos não dormiram esperando - o chegar. O que nos aguarda? Eis um mistério. Como é misterioso o dia, você já parou para observá-lo?
Ansiosos, muitos saem a buscar respostas para suas dúvidas, outros saem em busca de pão no labutar árduo do escaldante sol, enquanto alguns nem saem por não terem mais esperança.
No supermercado, as filas são intermináveis, uma inquietação move as pessoas e elas nem percebem o que acontece em sua volta. As caixas registradoras metralhando nossa consciência no novo barulho de um clic em um botão emitindo um lazer que registra o preço, mas também a vida. Pessoas apressadas nas filas, os carrinhos cheios de supérfluo e o dia de pé continuando acordado como se esperasse por nós.
A fila anda, dizem inocentemente os jovens de hoje, sem perceber que naquela fila andam conosco nossas aflições, tristezas, esperanças e temores. E enquanto a caixa registradora nos entrega a nota, dezenas de pensamentos se perdem, enquanto o dia vai mudando de roupa e nem percebemos.
Apesar do seu domínio sobre os homens, o dia descansa, não se preocupa, não teme, não fica ansioso, não envelhece rápido, não cobiça a natureza alheia, não corre demais, faz tudo na hora certa, dorme bem e não enruga o rosto, nós humanos é que nos preocupamos quando no amanhã o dia sempre se levantará com alguma novidade.
Pela manhã, o agricultor olha o horizonte verde, que de esperança nada tem a não ser muita terra a cultivar, um sombreiro no caminho nos fazer parar na caminhada, uma fruta madura no pé a nos chamar, belas flores no jardim... Ah! São tantas coisas a desvirtuar nossa atenção, tantas coisas que nos faz esquecer de que, até que o dia se deite, é uma nova chance para recomeçar, uma nova chance de dizer basta, uma nova chance em se permitir sonhar, uma nova chance para se reconciliar com o outro, mas também, ao pôr do sol, um novo momento nos espera e o dia se deita e esquecemos de enterrar com ele nossas inquietações, frustrações e medo, afinal de contas: basta a cada dia o seu mal. (Mt. 6.33,34)
A fila continua parada, enquanto isso mais um motivo para deixar o carrinho e ir buscar o que não se precisa, assim somos nós buscando os supérfluos da vida, preenchendo nosso tempo no lugar do tempo com Deus a quem promete nos acrescentar o que nos falta. E com isso, os olhos ficam tensos, o franzir da testa apenas confirma nossa pressa, nossa falta de paciência por uma fila que não anda, apenas aumenta e o dia que não espera, passa e não vemos nada acontecer, então assim reclamamos a falta de eficiência do caixa, quando nós é que colocamos no carrinho o que não deveríamos, sim, acumulamos idéias, planos futuros e preocupações como se o dia fosse mil em um e se para cada dia sua porção e mal porque será que pedimos pressa em nossas vitórias? Se somos nós mesmos que a adiamos. (Tiago 4.3)
Já verificou seu carrinho de supermercado? faça um teste, retire os supérfluos: As preocupações as quais chorando e se lamentando não se resolvem, retire também os planos mais apaixonados do coração, eles só inflacionam e aumentam o preço final de seus pedidos e lhe deixa mais tempo nessa fila, retire desse carrinho as dores físicas, porque até para elas há um dia específico e quando elas vêm servem apenas para provar que somos pó sobre a terra, suas dores são lembranças das mentiras e chicotadas até a cruz, Cristo suportou, nós filhos do Rei diríamos apenas: O que queres comigo? Que me darás em troca por esse momento de tortura? Não adianta se alojar, minha carne nasceu para morte, mas meu espírito pertence à vida, ao mestre; aproveite e tire do carrinho seus sonhos, esses sãos os supérfluos mais difíceis de saírem pelo simples fato de que acreditamos precisar dele para nossa alimentação diária, dizem até que quem não sonha está morto, mas não disseram ainda que nossos sonhos são daqui, pedidos incoerentes do coração, não têm consistência, sustância vitamínica, são caros, porque precisam ser conseguidos com esforços próprios e esquecemos que o nosso Deus trabalha para aquele que nEle espera, Ele trabalha, Ele realiza, nós apenas temos que obedecer, Ele faz, nós apenas temos que buscá-lo em primeiro lugar e Ele manda o que falta, é simples! Imagine agora ser um rei em toda sua majestade, mas sem poder se vestir com os lírios do campo, paradoxal no mínimo, assim são muitos dos nossos sonhos e desejos, são bons pedidos, porém inflacionam o tempo na fila, não são atendidos porque não glorificam a Deus e sim a nós mesmos.
Ah, quanta gente frustrada por esperar o irrealizável e acreditar que Deus é culpado, sem entender que na verdade Deus não atendeu para livrá-lo de um abismo lá na frente, então faltou colírio espiritual nessas compras, com ele não nos enganamos nem nos embaraçamos com as coisas dessa vida, então dobre o joelho, se derrame nos pés do Senhor, tire mais esse supérfluo e ponha colírio no carrinho, você precisará em breve.
Se todas as pessoas retirassem seus supérfluos dos carrinhos, a fila diminuiria, o tempo de espera seria menor, o dia seria melhor aproveitado, as rugas demorariam a surgir, as doenças psicossomáticas não seriam uma constante em nosso meio, se não é, observe ao seu redor tanta gente doente não do corpo, mas de mente e da alma, precisando refazer as compras, colocar o básico para que o Senhor venha apenas acrescentar, o ruim é que nós é que queremos acrescentar ao nosso gosto, por isso as contas aumentam, a fila pára, as rugas ficam explícitas e o tempo se vai sem dizer adeus.
Meu Deus, como esta compra foi cara! Dizia uma senhora resmungando sem entender, outras pessoas se movimentando a procura de mais supérfluo, a fila congestionada e lá fora os carros passando velozes correndo para vencer o invencível: o tempo. Às 10 horas da manhã, o dia abafado, e no supermercado as luzes acesa nos dando a idéia de que o tempo está parado e esperando por nós.
As nuvens se formando escuras prevendo a chuva, a inquietação aumentando, porque temos medo do escuro, do imprevisível? A chuva fina começou a cair e aumentar o desespero das pessoas, então entendi: o medo do fim assusta, mas nos fundo no fundo, não estamos nem ai com o fim, pois o agora alimentado pela ansiedade é o que vale, por esse motivo os supérfluos engordam nossa consciência cega, nos deixa obesos corporeamente, mas desnutridos e sem forças para discernir o dia, os supérfluos nos deixam doentes físico – espiritual, sãos os doces em demasia, as carnes deixadas no Egito as quais sentimos saudade de comê-las, fazendo em silêncio explodir o diabetes que não dói, nem se mostra, mas ao chegar é como os filisteus que nos rendem e nos cegam os olhos, ai então só a misericórdia de Deus para nos dá a força novamente quando clamarmos por Ele.
É hora de passar as compras, ficar atento se a caixa registradora multiplica por dois o preço, afinal o mundo é mau, não podemos nos assustar o que nos faz o homem, o mundo é governado por ele, homem – deus – anjo, precisamos ficar atentos na escolha e no preço, até porque Jesus nos ensinou que na vida diária a cruz é pesada, ela existe, sem preço para pagar, é andar no mundo de Alice, muitos querem o mundo de Alice no país das maravilhas, mas o nosso país é outro, é de cima, e por isso entrar lá custa caro, o preço é caro, a estrada é estreita, não há flores nem guloseimas no caminho, se você pensar ao contrário é porque a miopia causada também pela diabetes já afetou sua saúde, sim, a salvação é grátis, já foi paga, agora permanecer com o bônus da salvação tem um preço: permanecer fiel até o fim, então cuidado para não encher o carrinho de gato por lebre, material falsificado, made in China, até funcionam, são mais baratos, caminho fácil e descomplicado para atender nosso ego ávido pelos sonhos da carne, mas que no fundo nos fazem sofrer as duras penas e até que nos encontremos com Deus nos vale de Jaboque, haja sete anos trabalhando de graça por um sonho que nunca chega e tendo que confessar o verdadeiro nome e vencer o anjo para que a vitória chegue, sim amados, observe o preço, sem preço não há vitória.
Ao passar as compras, saímos sorrindo, mas a cabeça enorme, não sobrou dinheiro, não teve reserva para o meio do mês, dias complicados onde a alimentação começa a faltar, nesses dias o inesperado acontece, alguém adoece, os créditos do telefone acabam, um objeto na vitrine nos incendeia a vontade de acumular a dívida e o mês parece não acabar. Precisamos entender que sem reserva, passamos a temer os dias nublados, sem reserva ficamos alheios as setas que voam ao meio dia, aos conselhos camuflados de um quase amigo, tentados a ficar sentadinho no sofá admirando a formosura da Batseba ou mesmo céticos, influenciados pela cultura moderna, sem crer em mais nada.
Esse é um momento complicado, ver os armários encher no início de mês, até parece que a fome se vai, é tanta comida que ficamos sem fome, é tanta coisa pra escolher, nossos olhos cegam e na sobra deixamos de continuar nossa busca, na sobra deixamos de nos alimentar, é quando os supérfluos entram, ao invés de um feijão com arroz e carne, preferimos um iogurte, um sanduíche, um chocolate porque o dia está passando e não podemos perder a hora, não dá tempo, a pressa não nos faz enxergar as minúcias e segredos do texto, os detalhes no outro, uma palavra, um olhar, um gesto belo, mas que denuncia o beijo da traição. Com o armário cheio é mais difícil buscar a Deus, tenhamos cuidado, comamos o necessário para não ficarmos obesos de tanto supérfluo e venhamos adoecer acreditando estarmos bem, há muitos assim em nosso meio, sem remir o tempo e as horas frágeis do dia, porque haverá dias em que muitos terão fome e sede, não de alimentos, mas da Palavra. Então, cuidado ao encher o carrinho, cuidado com o preço, antes de comer, busque o reino, quanto a comida, bebida, as vestes com certeza serão acrescentadas, homens de pouca fé. Assim diz o Senhor.

Até à próxima!
André Silva

domingo, 8 de março de 2009

Tempo, tempo, tempo


Estou muito novo para aceitar e seguir a Jesus!



Ainda é muito cedo para aceitar a Jesus,

preciso brincar um pouco, sou criança




Agora não tenho tempo para aceitar e seguir a Jesus,

pois preciso construir meu futuro.




Agora não posso seguir e aceitar a Jesus,

afinal, tenho que curtir a vida,

não tenho nenhuma maldade no coração,

mas quero me divertir, pois a vida é curta.



Agora não posso aceitar e seguir a Jesus,

estou muito ocupado,

preciso trabalhar e sustentar a minha família.






Agora não posso aceitar e seguir a Jesus
estou cansado e velho,
sou experiente e já sei o que é a vida.





Agora é tarde para aceitar e seguir a Jesus.

A Bíblia diz: "E, como aos homens está ordenado

morrerem uma só vez,

vindo depois o juízo" (Hebreus 9.27)




Quanto tempo você tem para o Salvador do mundo,

Aquele que morreu pra lhe salvar?






















Até à próxima!
André Silva