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quarta-feira, 20 de abril de 2011

Casamento gay é um oxímoro. A família é a célula fundamental da sociedade. A família - e através dela a sociedade - têm sua fonte e origem no casamento.


Recentemente, a Corte Européia de Direitos Humanos aceitou uma ação judicial de duas moscovitas, Irina Fet e Irina Shepitko, alegando que as autoridades e a Federação Russa se recusavam a registrar sua união de mesmo sexo. Elas estão tentando legalizar e tornar socialmente aceitável a perversão das práticas homossexuais e o casamento entre pessoas de mesmo sexo na Rússia. A Corte Européia de Direitos Humanos tem tentado, há algum tempo, impor a homossexualidade a todos os membros da união. A Rússia deveria militar na oposição à aceitação das práticas homossexuais.

No Ocidente, a legalização da homossexualidade já levou à proliferação do crime e à destruição da unidade familiar. Crianças de apenas cinco anos de idade - que não têm nenhum conhecimento sobre sexo - estão sofrendo uma lavagem cerebral nas escolas para aceitarem a perversão das práticas homossexuais como sendo normais e dignas de louvor.

Há muitas informações enganosas e distorção de fatos disseminados pela imprensa hoje sobre a homossexualidade. A mídia ocidental frequentemente retrata o estilo de vida e os relacionamentos homossexuais como felizes, saudáveis e estáveis. Pelo contrário. Há taxas muito altas de promiscuidade sexual entre a população homossexual, com uma curta duração até em relacionamentos "sérios". Os homossexuais também têm taxas muito altas de doenças infecciosas sexualmente transmissíveis, como o HIV.

Além do mais, muitos estudos mostram taxas muito mais altas de doenças psiquiátricas, como depressão, tentativas de suicídio e abuso de drogas entre homossexuais do que entre a população em geral. E as estatísticas -- que comparam os homossexuais às minorias étnicas expostas ao racismo -- indicam que isto não é devido à "homofobia". O estilo de vida homossexual também está associado a uma expectativa de vida reduzida em até 20 anos.

O comportamento homossexual é anormal, imoral e anti-vida. Ele fecha o ato sexual ao dom da vida e não é inato, como alguns acreditam. O assim chamado "gene gay" nunca foi encontrado. A Bíblia também condena clara e inequivocamente as práticas homossexuais.

O Dr. Francis Collins, que recebeu a Medalha Presidencial da Liberdade por seu trabalho de sequenciar o código genético humano, na verdade provou que a homossexualidade não está "escrita" geneticamente. Se a genética fosse determinante, disse ele, então gêmeos idênticos mostrariam praticamente sempre o mesmo padrão de atração pelo mesmo sexo. Entretanto, um estudo do Australian Twin Registry mostrou que apenas 11% dos gêmeos idênticos com atração pelo mesmo sexo tinha um irmão ou irmã que também a experienciavam.

Em 1973, os ativistas homossexuais conseguiram pressionar a Associação Americana de Psiquiatria (AAP) a remover a homossexualidade de sua lista de transtornos mentais. Esta reviravolta, de acordo com um estudo científico do Dr. Jeffery B. Satinover, diretor do Centro Internacional Durckehim-Gladstone para Análise Quantitativa, em Washington, se deveu a certo viés, alegações falsas, falta de conhecimento científico, falta de experiência clínica e evidências forjadas.

Essencialmente, a decisão da AAP foi influencida pelos argumentos de Evelyn Hooker e Alfred Kinsey, cujos dados apresentados foram fraudulentamente manipulados por um escandaloso viés de amostragem populacional e a insistência, e mesmo o suborno, junto a seus participantes presos e, nos outros casos, na maioria das vezes, membros institucionalizados. O estudo de Hooker, que não continha nenhum detalhe do procedimento científico envolvido, não se adequa aos mais básicos preceitos do método científico. A inadequação de sua pesquisa foi reconhecida até pelo periódico que a publicou.

Estudos científicos autênticos mostram que a homossexualidade está ligada à pedofilia. Por exemplo, um estudo de 1992 da Revista de Terapia Sexual e Marital descobriu que os homens homossexuais tinham três vezes mais propensão do que os homens heterossexuais a praticarem a pedofilia. Um estudo de 1988 com 229 molestadores sexuais de crianças presos, publicado nos Arquivos do Comportamento Sexual, descobriu que 86% dos pedófilos se descreviam como homossexuais ou bissexuais. Um artigo de 2000 na mesma revista concluiu que entre os pedófilos a taxa de atração homossexual é de seis a 20 vezes mais alta que entre a população masculina em geral. O Dr. Richard Fitzgibbons, um psiquiatra americano com vasta experiência no tratamento de padres com pedofilia, afirmou: "Todos os padres que eu tratei que estavam envolvidos sexualmente com crianças tinham anteriormente estado envolvidos em relacionamentos homossexuais."

Igualmente sólidas são as evidências dos próprios ativistas gays, que afirmam claramente que há uma ligação entre o estilo de vida gay e a pedofilia. Por exemplo, Alfred Kinsey, o pesquisador sexual, descobriu em 1948 que 37% de todos os homens gays admitiram ter feito sexo com crianças com menos de 17 anos. Os ativistas gays Jay e Young também relataram em 1979 que os homens gays predavam adolescentes ou garotos mais jovens.

A Dra. Michelle Cretella, uma das diretoras da American College of Pediatricians também concluiu a partir de múltiplos estudos que as crianças criadas por casais gays são confusas a respeito dos gêneros e sofrem grandes riscos de doenças sexualmente transmissíveis. Cretella observou que os adolescentes e jovens adultos se comportando de maneira homossexual sofrem de taxas aumentadas de depressão, ansiedade, distúrbios alimentares, vícios e idéias suicidas. Além disto, os garotos que adotam um estilo de vida homossexual por causa da influência de seus pais de mesmo sexo têm 30 % de chances de estarem mortos ou HIV positivos com a idade de 30 anos.

O Relatório Laumann, publicado em 1994, é hoje universalmente reconhecido como definitivo. Em resumo, suas maiores descobertas são de que a homossexualidade não é um traço estável e que ela tende a se converter espontaneamente em heterossexualidade na medida em que um indivíduo envelhece; que a identidade sexual não é fixada na adolescência, mas continua a mudar no curso da vida e que não há evidências de que a homossexualidade seja inata. Agora podemos dizer que os jovens que desenvolvem uma identidade homossexual a mantêm devido a seu meio social. O meio social é a estrutura familiar e a cultura criada, inter alia, pelas decisões implementadas pelos Juízes da Suprema Corte dos Estados Unidos, agindo em coordenação com a representação enganadora das evidencias científicas fornecidas pela AAP e a Associação Nacional de Servidores Sociais.

Os homossexuais tendem a rotular injusta e irresponsavelmente todos os que se opõe à atividade homossexual de "homofóbico" -- o próprio termo "homofobia" tendo a intenção de denotar um distúrbio. Deste modo, eles tentam impor seu próprio comportamento e estilo de vida perturbados à sociedade, sob o disfarce de tolerância. Os ativistasgays já fizeram grandes esforços para derrubarem ou distorcerem as evidências, mas elas permanecem fortes demais para serem descartadas. No fundo, estamos lidando aqui não com "direitos humanos", mas com homossexualidade e a destruição da unidade familiar -- a célula fundamental da sociedade.

O casamento é uma instituição que predata a civilização, ordenada por Deus e exclusiva a um homem e uma mulher, que recebem a responsabilidade de procriarem a raça humana e cuidarem, educarem e passarem adiante valores e costumes comuns à sua prole. Redefinir o casamento pra incluir casais do mesmo sexo é roubar o casamento de um componente essencial, a saber, a capacidade e a obrigação de procriar. Isto tornaria o casamento sem sentido e o abriria a uma revisão e redefinição sem fim.

Não surpreende que todos os estudos com credibilidade apoiem o fato de que as crianças vão melhor na escola, vivem vidas mais saudáveis e se tornam contribuintes melhores para a sociedade quando criadas tanto por uma mãe quanto por um pai no mesmo lar. A sociedade agora está vendo os resultados do "divórcio causal" dos anos 70 e "os filhos fora do matrimônio" dos anos 80, agora que os filhos desta geração têm todos estes problemas psicológicos.

Uma vez legal, o poder coercitivo do estado punirá os que se recusarem a endossarem os casamentos gays. Isto já está acontecendo na Província de Saskatchewan, no Canadá. Em um regime legal que permite o casamento homossexual, as autoridades públicas são obrigadas a oficiarem em "cerimônias de casamento" de pessoas do mesmo sexo. As escolas públicas também são obrigadas a ensinarem às crianças que as práticas homossexuais são boas e saudáveis, independentemente do desejo de seus pais. Ah, Canadá!

Casamento gay é um oxímoro. A família é a célula fundamental da sociedade. A família - e através dela a sociedade - têm sua fonte e origem no casamento. O casamento tem como dever a geração e educação de prole.

Como expressão básica da natureza social do homem, o casamento existe somente entre um homem e uma mulher, que, por meio da entrega pessoal de si ao outro, perfectibilizam um ao outro numa comunhão de pessoas. Este desenvolvimento humano dos cônjuges, e a criação adequada de crianças que são fruto destas uniões, dão uma contribuição imensa ao bem comum. Não é necessário ter qualquer religião em particular ou pertencer a um partido político em particular para se reconhecer isto, ou que a família baseada no casamento é o melhor meio de se criarem crianças felizes e produtivas.

César Augustus, um pagão, tentou fortalecer a sociedade romana proibindo por lei o adultério e a sodomia e encorajando o casamento tradicional e a procriação. Ele compreendeu que há uma coisa chamada moralidade pública. O imperador Augusto viu isto, mas era tarde demais para vencer a licença sexual da República Romana tardia. Esta foi a verdadeira razão pela qual ela desabou. Esperemos que o mesmo não aconteça na Rússia.

Dadas as evidências acachapantes sobre a homossexualidade e sua tendência a minarem os fundamentos da família, os casais de mesmo sexo não devem ter quaisquer direitos legais. Pelo contrário, deve-se fazer vigorosa oposição a isto. São Paulo nos diz que a "aberração" da homossexualidade é tanto a prova quanto o resultado da exclusão de Deus da atenção coletiva e da vida social. A postura cristã sobre a homossexualidade da modernidade deve distinguir o respeito devido às pessoas e o necessário repúdio a uma ideologia exaltada da homossexualidade.

Ao se defender o casamento tradicional, a família e ao se renunciarem as práticas homossexuais, não se limitam, antes, se defendem, a liberdade e a dignidade realista e autenticamente compreendidas.



Paul Kokoski:
Pravda, 11 de fevereiro de 2011

Original: Is there anyone left to defend traditional marriage?

sábado, 2 de abril de 2011

MEC irá distribuir "kit gay" nas

Escolas Pública em 2011:



Você concorda?

Kit Gay para alunos conterá um DVD com uma história aonde um menino vai ao banheiro e quando entra um colega, se diz apaixonado pelo mesmo e assume sua homossexualidade


Do Correio Braziliense

Ele ainda nem foi lançado oficialmente. Mas um conjunto de material didático destinado a combater a homofobia nas escolas públicas promete longa polêmica. Um convênio firmado entre o Ministério da Educação (MEC), com recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), e a ONG Comunicação em Sexualidade (Ecos) produziu kit de material educativo composto de vídeos, boletins e cartilhas com abordagem do universo de adolescentes homossexuais que será distribuída para 6 mil escolas da rede pública em todo o país do programa Mais Educação.

Parte do que se pretende apresentar nas escolas foi exibida ontem em audiência na Comissão de Legislação Participativa, na Câmara. No vídeo intitulado Encontrando Bianca, um adolescente de aproximadamente 15 anos se apresenta como José Ricardo, nome dado pelo pai, que era fã de futebol. O garoto do filme, no entanto, aparece caracterizado como uma menina, como um exemplo de um travesti jovem. Em seu relato, o garoto conta que gosta de ser chamado de Bianca, pois é nome de sua atriz preferida e reclama que os professores insistem em chamá-lo de José Ricardo na hora da chamada.

O jovem travesti do filme aponta um dilema no momento de escolher o banheiro feminino em vez do masculino e simula flerte com um colega do sexo masculino ao dizer que superou o bullying causado pelo comportamento homofóbico na escola. Na versão feminina da peça audiovisual, o material educativo anti-homofobia mostra duas meninas namorando. O secretário de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade do MEC, André Lázaro, afirma que o ministério teve dificuldades para decidir sobre manter ou tirar o beijo gay do filme. “Nós ficamos três meses discutindo um beijo lésbico na boca, até onde entrava a língua. Acabamos cortando o beijo”, afirmou o secretário durante a audiência.

O material produzido ainda não foi replicado pelo MEC. A licitação para produzir kit para as 6 mil escolas pode ocorrer ainda este ano, mas a previsão de as peças serem distribuídas em 2010 foi interrompida pelo calor do debate presidencial. A proposta, considerada inovadora, de levar às escolas públicas um recorte do universo homossexual jovem para iniciar dentro da rede de ensino debate sobre a homofobia esbarrou no discurso conservador dos dois principais candidatos à Presidência.

O secretário do MEC reconheceu a dificuldade de convencer as escolas a discutirem o tema e afirmou que o material é apenas complementar. “A gente já conseguiu impedir a discriminação em material didático, não conseguimos ainda que o material tivesse informações sobre o assunto. Tem um grau de tensão. Seria ilusório dizer que o MEC vai aceitar tudo. Não adianta produzir um material que é avançado para nós e a escola guardar.”

Apesar de a abordagem sobre o adolescente homossexual estar longe de ser consenso, o combate à homofobia é uma bandeira que o ministério e as secretarias estaduais de educação tentam encampar. Pesquisa realizada pelas ONGs Reprolatina e Pathfinder percorreram escolas de 11 capitais brasileiras para identificar o comportamento de alunos, professores e gestores em relação a jovens homossexuais. Escolas de Manaus, de Porto Velho, de Goiânia, de Cuiabá, do Rio, de São Paulo, de Natal, de Curitiba, de Porto Alegre, de Belo Horizonte e de Recife receberam os pesquisadores que fizeram 1.406 entrevistas.

O estudo mostrou quadro de tristeza, depressão, baixo rendimento escolar, evasão e suicídio entre os alunos gays, da 6ª à 9ª séries, vítimas de preconceito. “A pesquisa indica que, em diferente níveis, a homofobia é uma realidade entendida como normal. A menina negra é apontada como a representação mais vulnerável, mas nenhuma menina negra apanha do pai porque é pobre e negra”, compara Carlos Laudari, diretor da Pathfinder do Brasil.

Fonte: Jornal Correio Brasiliense

segunda-feira, 21 de março de 2011

Política, politicagem e
a subversão dos homens


Governar não é para todos, o combustível propulsor do poder é o esvaziamento do próprio ser para não ser o que se é. O poder não é efêmero, o homem é, por esse motivo subverte o homem o próprio poder para poder chegar ao poder; e manter-se lá requer não só o domínio de estratégias falíveis, mas também a sustentação das meias verdades bem formuladas para o contexto de cada época; assim segue o homem o seu caminho sem entender que a via de acesso ao poder poderá ser uma contramão e é na contramão do caminho que vai, politicamente correto, o homem.


“Então,disse o Senhor Deus: Eis que o homem é como um de nós, sabendo o bem e o mal; ora pois, para que não estenda a sua mão, e tome também a árvore da vida, e coma, e viva eternamente, o Senhor Deus, pois, lançou fora do jardim do Éden...” (Gen.3. 22,23)


Ao homem foi dado o poder: de dar nome aos animais, multiplicar-se, lavrar e guardar o jardim, se Adão e sua esposa não internalizaram a grandeza do poder de cuidar da fauna e flora, o que dizer de conhecer o bem e mal?

Na trajetória histórica, tal conhecimento fomentou a busca da incerteza, afinal podemos ou não ser como Deus?

A serpente argumentou sobre tal proposta, a mentira do discurso é que conhecer seria igual a ter, porém no plano celestial o ter é o não ter nada e conhecer sem a sabedoria para administrar o ter é como jogar água na peneira.

Nesse entendimento, Salomão abre o livro dos provérbios de forma categórica: para conhecer toda ciência antes tem que haver temor, mais tarde Jesus discursa abertamente: “do que vale ganhar o mundo inteiro (conhecer) e perder a sua alma?”

Nessa direção, a subversão do homem começa quando termina o temor e sem ele ainda que se ganhe as misericórdias todo dia, se busca uma maneira de jogar com Deus sem compreender que só ganharemos algo aqui quando nos esvaziarmos do ter para ser.

Os grandes heróis da Bíblia Sagrada foram grandes líderes, mas nunca chegaram à essência do governar devido ao seu semblante caído. Esta é uma justificativa da maioria dos teólogos, a queda do homem não foi o fim do caminho, mas o começo para se auto conhecer, interagir com o criador e vencer o maior inimigo: ele mesmo.

“Observando que se estavam nus se esconderam”. Ora, quem se conhece não se esconde, se mostra, eis o motivo de Jesus, homem perfeito, dizer: Eu Sou.

Por não se conhecer, a politicagem humana se instaura, tanto que os grupos politiqueiros religiosos tinham força de decidir, impor e questionar, assim: é certo ou errado pagar tributo a Cesar? É certo ou errado guardar o sábado? É correto comer com prostitutas e salteadores?

Ai está, a sabedoria clama por alguém que com temor e tremor entenda o percurso que transcorre o rio, mas a politicagem nos diz que só saber o caminho é muito pouco, é preciso além de conhecer, ter o que se quer no mesmo caminho.

Por isso que o discurso político de Jesus descia arranhando a garganta, tal discurso estava livre do conhecer, mas obstinado em obedecer. Esta era a lei do caminho, longe disso Jesus subverteria o seu ter, afinal ele era Deus, mas antes se esvaziou do seu poder e se instalou entre nós como homem perfeito, sem a vaidade do ser e do ter, “tu és rei? Tu dizes que eu sou”, a informação sobre o que é “ser” para nós nada mais é do que um saco vazio, ninguém é se não for na essência, por isso: “para isso nasci”, disse Jesus a Pilatos.Tu dizes isto de ti mesmo, porque temeste o meu ensino ou dizes o que ouviste de outros? “Quem é da verdade, escuta a minha voz”

Inverte o homem a base do conhecer, porque a verdade ainda não é uma realidade vivenciada, é pura teoria orquestral e politiqueira, que faz o homem deturpar “A Verdade” para defender a sua verdade, então o veículo para trafegar pelo caminho ganha acessórios de última mão: a teologia que tenta conhecer na escrita o que não conhece na prática e as placas com seus “ismos e gias” para demarcar território e deixar as almas cheias de fardos em nome de Deus.

A politicagem farisaica, formalista e legalista, nada mais é que uma Nova cruzada medieval, se faz de tudo para se ter o maior número de rebanho, o maior templo, a melhor adaptação teológica do que é ser cristão, se faz de tudo para conquistar um espaço no Senado ou na Câmera, tudo para se ter uma fatia do bolo, tudo para defender o indefensável, tudo para suspirarmos no final e gritarmos: a minha política incomodou, conseguimos representar a verdade no palco dos falsos profetas, fomos os bem mais votados, na justificativa de que Daniel e José foram grandes políticos em cenário pagão, só que a política de Daniel e José baseava-se em TEMER, enquanto SER e TER eram verbos descartados, além do mais tanto um como outro partiram em defesa exclusiva do povo e não de seu partido governamental, a sabedoria foi utilizada porque havia um total despojamento do ter, eles não tinham nada, eles estavam políticos, não eram, até a vida colocaram em jogo para defender seu temor ao Deus verdadeiro, eis o motivo de seus mandatos marcarem a história, entraram na lama e não fizeram concessões em momento algum. Mas, em nome de Deus, formam-se grupos, legendas, se tem a oportunidade de favorecer o povo, mas antes favorecem e fortalecem suas alianças, então pergunta-se: a que preço?

Se voltarmos à história, as alianças políticas em nome de Deus foram desastrosas para Israel. Então, aliar-se ao Egito (mundo) na certeza de que seríamos mais fortes contra a Babilônia foi o maior dos suicídios, Judá foi invadida, saqueada e queimada pelos Caldeus. (ver livro de Jeremias), mais tarde o povo pediu um governo e lhe foi dado, Saul além de forte e belo desastrosamente utilizou o poder sem entender que para o poder é necessário ter temor, discernimento e esvaziamento do ter, até o homem segundo o coração de Deus tropeça na arte de governar pelo simples fato de que ser e estar não são armas de guerra, mas uma espada de dois gumes e se isso não é bem internalizado, deixa-se a batalha para se espreguiçar no terraço das vaidades.

Veja bem:

Moisés com as aulas do Egito e cara de príncipe, Mata, enquanto Moisés esvaziado do saber e ter, de pés nos chãos e com cara de servo liberta o povo do cativeiro.

A política de Deus trabalha na contramão da política humana. Por isso, ainda choramos o leite derramado.

Já parou para pensar na carência de Adão? Ei, olhem para mim eu já conheci a verdade. Que tolice!

Já parou pra pensar na incerteza de Pedro? O que ganharemos se deixarmos tudo. Que barganha!

Já parou pra pensar na inocência do cego? “O que queres que eu te faça? Ver”, (só isso?) “Então veja”

Já parou pra pensar no despojamento material da viúva? Ofertou tudo o que tinha.

Já parou pra pensar na politicagem de Judas? "Mestre, porque não se vende esse perfume e doa aos pobres?" Politicagem pura.

Já parou pra pensar no amor do bom samaritano? Aos olhos de um bom sacerdote e judeu ele seria o primeiro da lista para se entrar no inferno, mas sua postura destronou todo conhecimento santo teológico de quem aparentemente já era eleito ao céu, provando que de roupa e cara de piedade o inferno já está cheio.

Já parou pra pensar que Jesus jamais fez concessões da sua verdade, nunca subiu no palanque ecumênico partidário, mas politicamente comeu e respeitou Samaritanos e Saduceus, afinal seu palanque nunca desarmou depois de conquistar o apoio de alguns adeptos, pelo simples fato de que seu discurso era um só: caminho largo ou estreito, pecado é pecado, Eu sou o caminho, embora admitiu e parabenizou Nicodemos por ele ser mestre do saber teórico - teológico, mas se não nascer de novo está fora do Meu Reino, não há concessões, nem politicagens com o Mestre. Talvez o Papa se esqueceu de que a verdade desmascara todas as mentiras guardadas e nesse caso ele tropeçou quando disse uma verdade ao defender no seu novo livro que Jesus separou religião de política, porém a verdade trouxe à baila uma grande contradição, afinal: o que fez o Catolicismo Romano durante séculos? Politicagem, sua união com o estado está grafada nas páginas da história secular e com ela muitas mortes e atrocidades e lambança teológica em nome da fé. Da mesma forma nesses dias atuais, os homens subvertem a política e deixam subir ao púlpito santo "politiqueiros do Egito" na alegação de que aliados a eles estaremos bem na fita.

Assim vamos politicamente corretos, pensando no céu e desejando as coisas dessa vida, assim vamos abrindo as portas do fundo para o cantar e o bom pregar sem necessidade de abrir a porta da frente para Jesus, assim vamos jurando que estamos bem e o tempo passando, as profecias se cumprindo e quando menos esperarmos, de um assalto Jesus virá. Quem subverte a verdade para ditar uma verdade, terá seu galardão, assim como todo aquele que deixar tudo, maior desafio humano – renunciar a si mesmo, ganhará cem vezes aqui e mais a vida eterna de uma política e governo sólido, fiel, verdadeiro e infinito: O Reino Celestial, melhor que qualquer fruto do jardim, melhor do que está na mídia e na fita, melhor do que ganhar tudo e ter todos os destaques, a casa do Noivo não será um novo saber, mas o pleno conhecimento da verdade de tudo que olhos não viu e os ouvidos não ouviu e a mente não entendeu, estará de fora o politicamente correto, pois tal política não é mais humana é divina, única fonte do poder em misericórdia e amor.


Até à próxima!

André Silva

domingo, 6 de março de 2011

Jesus e os pobres: Nenhuma semelhança com o Socialismo


Hoje a pobreza é quase tão comum quanto as doenças. Na época do ministério terreno de Jesus, essa realidade era muito mais forte. Nos Evangelhos, Jesus curava com muita freqüência, principalmente os pobres. Contudo, mesmo encontrando multidões de pobres diariamente, ele só os alimentou em duas ocasiões específicas, não porque simplesmente eles eram pobres, porém porque nessas ocasiões as multidões vieram ouvir o Evangelho cedo de manhã e permaneceram com ele três dias inteirosouvindo o Evangelho. As multidões passaram tanto tempo ouvindo a Palavra de Deus dos lábios de Jesus que ficou muito tarde, quase de noite, no terceiro dia para voltarem e se alimentarem, pois o lugar em que estavam era deserto e distante, longe de casas e lugares onde poderiam encontrar alimento.

Não há a menor dúvida de que se os adeptos do Evangelho social estivessem no lugar de Jesus, eles alimentariam os pobres já no primeiro dia e todos os dias, ou então utilizariam a maior parte de seu tempo não para proclamar e demonstrar o Evangelho do Reino de Deus, mas para pressionar as autoridades para cobrarem mais impostos para ajudar os pobres.

O Evangelho social dos evangélicos progressistas (ou esquerdistas, petistas, comunistas, socialistas, adeptos da teologia da libertação ou qualquer outro rótulo que eles utilizem) é tão convidativo quanto a visitação de um anjo de luz trazendo um evangelho cheio de propostas interessantes para os pobres. Mas assim como nem tudo que reluz é ouro, nem tudo o que tem aparência angelical é de Deus.

Tal qual os evangélicos progressistas, a igreja primitiva tinha também uma preocupação obsessiva de ajudar todos os pobres da sociedade? A igreja primitiva tinha como principal missão pressionar o governo para “ajudar” todos os pobres? Não. A igreja primitiva não só não ajudava todos os pobres da sociedade, como também era extremamente seletiva na assistência aos pobres que estavam em seu meio.

Quando a nação de Israel estava passando por uma crise geral de fome, Paulo mobilizou as igrejas de outros países para ajudar — não os pobres em geral da nação de Israel, mas somente as igrejas, que também estavam passando necessidade. E mesmo nas igrejas, a ajuda não era dada a qualquer pessoa.

A ajuda de Paulo era distribuída dentro das igrejas judias. E qual era o padrão que Paulo utilizava para ajudar quem era da igreja? Uma boa pista de como Paulo e as igrejas procediam na assistência aos pobres encontra-se no texto em que Paulo trata da questão das viúvas pobres nas igrejas. De acordo com Paulo, essas viúvas pobres só poderiam receber assistência material da igreja se tivessem demonstrado bom testemunho durante sua vida. Paulo recomenda a Timóteo, um dos pastores sob sua liderança:

“Cuide das viúvas que não tenham ninguém para ajudá-las. Mas, se alguma viúva tem filhos ou netos, são eles que devem primeiro aprender a cumprir os seus deveres religiosos, cuidando da sua própria família. Assim eles pagarão o que receberam dos seus pais e avós, pois Deus gosta disso. A verdadeira viúva, aquela que não tem ninguém para cuidar dela, põe a sua esperança em Deus e ora, de dia e de noite, pedindo a ajuda dele. Porém a viúva que se entrega ao prazer está morta em vida. Timóteo, mande que as viúvas façam o que eu aconselho para que ninguém possa culpá-las de nada. Porém aquele que não cuida dos seus parentes, especialmente dos da sua própria família, negou a fé e é pior do que os que não crêem. Coloque na lista das viúvas somente a que tiver mais de sessenta anos e que tiver casado uma vez só. Ela deve ser conhecida como uma mulher que sempre praticou boas ações, criou bem os filhos, hospedou pessoas na sua casa, prestou serviços humildes aos que pertencem ao povo de Deus, ajudou os necessitados, enfim, fez todo tipo de coisas boas.” (1Timóteo 5:3-10 NTLH, o destaque é meu.)

Contudo, os evangélicos progressistas têm ambições muito mais elevadas para “ajudar” as viúvas e outros necessitados. Eles não querem simplesmente que as igrejas ajudem todos os pobres. Eles querem que o governo faça isso. Na proposta deles, os nossos recursos, através de impostos, seriam redistribuídos pelo governo para atender às necessidades dos pobres, quer esses necessitados mereçam ou não. Se não é justo quem trabalhou não receber o que merece, também não é justo o imposto do trabalhador se escoar na assistência a pobres que vivem na imoralidade ou outros tipos de perversão. Afinal, ao contrário das pregações “proféticas” dos progressistas, a corrupção, o mal, a imoralidade e a perversão não são qualidades exclusivas dos ricos.

A Bíblia é bem clara que todos são pecadores: ricos e pobres, pretos e brancos, etc. A Bíblia também é bem clara na orientação para a igreja de quem dos necessitados merece a assistência da igreja. A igreja tem o chamado de ajudar, sob a direção da Palavra de Deus, e tem o chamado igual de fazer uma triagem de quem merece e não merece ajuda. Só os pobres moralmente aptos são qualificados. Tal norma não era legalismo, mas medida prudente. Seu autor, o apóstolo Paulo, era um ardente combatente contra o legalismo, sempre condenando-o. Assim, quem tentasse julgar essa triagem necessária como legalismo estaria apenas fazendo julgamento precipitado e cruel da preciosa direção de Paulo à igreja em suas responsabilidades para com os necessitados.

Precisamos então aprender com Jesus a ter como principal preocupação levar os Evangelho aos pobres. E precisamos aprender com Paulo a ajudar os pobres com amor e prudência. É claro que essa tarefa só pode ser melhor realizada pela igreja. Por mais boa vontade que o governo tenha em cumprir tudo o que os progressistas desejam, a fria máquina governamental jamais saberia aplicar os princípios bíblicos, pois não pode substituir nem a Deus nem a igreja, embora lute incansavelmente para ocupar ambas as posições.

www.juliosevero.com

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Sob o Signo da Servidão


“Bem como filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e para dar a sua vida em resgate de muitos”. (Mateus 20:28)


Você sabe qual o segredo do evangelho? O apóstolo Paulo bem o sabia, pois experienciou bem de perto. Então, por que uma simples chuva, dúvidas ou mesmo, problemas pessoais nos distanciam de tal segredo?

O apóstolo Paulo sofreu muito pelo evangelho de Cristo, entregou-se plenamente à obra de Deus e perseverou nisto até a sua morte. Foi açoitado, preso, apedrejado, sentiu fome e sede; pode-se dizer que Paulo sentiu na pele as dores de Cristo.

E você o que tem feito pelo Reino de Deus? Tem se preparado antecipadamente para os estudos na igreja? Tem preparado suas aulas com antecedência para escola Dominical? Tem pregado o evangelho? Tem feito algum trabalho na casa do Senhor? E você que ainda não se decidiu para Cristo, nunca pensou em servi-lo?

Assim como o apóstolo Paulo colocou sua vida em risco em prol do evangelho e Jesus veio servir e dar sua vida por nós, esses exemplos foram deixados a fim de que o crente aprenda que não importa o título que ele tenha na igreja, afinal, não importa se você ainda não faz parte dela, pois somos todos servos, criados para servir e exaltar ao Deus vivo.

Nessa direção, o que vem estancando o fluxo de servidão nas igrejas hoje em dia é acreditar que o cargo faz de alguém melhor que o outro. Veja José, era apenas pastor de ovelhas a serviço de seu pai e Deus o colocou como governador do Egito para fazer a sua obra. Logo, Jesus chama pra sua obra quem Ele quer, exalta um humilde e o capacita. Por isso, teologia, faculdade, nem diploma algum têm valor pra Deus, pois quem enche a mente do homem de palavra é Jesus e também a esvazia se Ele quiser. Então, servir a Deus é simplesmente questão de amor e entrega apenas.

Nesse mesmo contexto, membros vão à casa de Deus, “lugar sagrado”, e muitas vezes pisam no papel e não tem coragem de apanhá-lo, vêem algo fora do lugar e não se sensibilizam em consertar, entram na casa de Deus e se metem a ligar telefone celular, vêem um irmão na fé doente e não vão visitá-lo, enxergam à necessidade econômica de um outro irmão e não move a igreja a ajudá-lo, percebem o problema de um irmão e não têm coragem de dar uma palavra de ânimo, pois acham que pagando o dízimo já é muito e que tudo isto é tarefa exclusiva: do pastor, presbítero e diácono.

Irmãos, somos servos, pois fomos chamados por Jesus para uma obra e não para adornarmos a igreja com nossas roupas, sapatos e cabelos arrumados.

Com isso, é lamentável a disputa de poder eclesiástico nas igrejas hoje em dia, esquecendo um lembrete de Cristo: “... sereis vós assim; antes, o maior seja como o menor...”, a igreja de Cristo só crescerá se houver um nivelamento em nossa consciência, se logo começarmos a perceber que Jesus não está submisso a ninguém e seu evangelho será pregado, sua obra será feita, quer você faça ou não. “... nem um jota, nem um til se omitirão da lei sem que tudo seja cumprido...”. Cristo não precisa de nós, nós é que precisamos de Cristo e parece que não nos demos conta disso. Ainda que os irmãos deixem de ir à igreja, a obra do Senhor será realizada, porque Deus é Deus.

Passamos a semana toda fazendo de tudo, uma hora de conversa com Deus em nosso quarto parece desgastante, pouquíssimos conseguem, uma literatura não temos coragem de entregar, nem mesmo a coragem de dizer ao incrédulo: “Jesus te ama”, agora, pelas festas e bênçãos lotamos as igrejas para ir buscá-las, mas servir e renunciar –se ninguém mais quer.

E você caro irmão(ã), tem servido a Jesus nesses últimos tempos? Jesus está voltando! E no dia do acerto de contas Ele perguntará: Você serviu e zelou na e pela minha obra? Se ainda não, comece agora mesmo e o Pai que vê nos céus te recompensará na terra e Ele, Jesus, servirá você em pessoa o pão num grande banquete lá no céu.

Até à próxima!

André Silva

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Qual será o nosso lar?




"Porventura deita alguma fonte de um mesmo manancial água doce e água amargosa?" (Tiago 3 : 11)
O ex-médium morto ensina: "A verdade que fere é pior que a mentira que consola" (Chico Xavier). Precisaríamos de alguma relfexão sobre essa célebre frase, conhecida e vivenciada por todos os espíritas, adeptos da "doutrina consoladora"?
O livro Nosso Lar é foi psicografado de um espírito que se apresenta com o nome de André Luiz. Com certeza deverá ter grande público em sua bilheteria. O espiritismo, doutrina que ensina, entre outros fundamentos, que o homem caminha no sentido evolutivo em sucessivas reencarnações até atingir a perfeição, terá grande difusão e aceitação. Mas vejamos alguns aspectos anticristãos tornados públicos por essa obra:
1º. A obra é concebida, mediunicamente, por Chico Xavier que recebe desse espírito toda a revelação de uma vida “além-túmulo”.
Segundo o próprio Evangelho de Kardec, Jesus cumpriu a Lei, e a Lei é muito clara com relação à comunicação com mortos (espíritos): “Entre ti não se achará quem faça passar pelo fogo a seu filho ou a sua
filha, nem adivinhador, nem prognosticador, nem agoureiro, nem feiticeiro; Nem encantador, nem quem consulte a um espírito adivinhador, nem mágico, nem quem consulte os mortos; Pois todo aquele que faz tal coisa é abominação ao SENHOR; e por estas abominações o SENHOR teu Deus os lança fora de diante de ti”. (Deuteronômio cap 18). Poderia Deus conceber alguma bênção sobre algo que Ele considera abominável, imundo, segundo sua própria Lei? Há ensino de pecado que venha de Deus?

2º. André Luiz se apresenta como um espírito que ao morrer passou pelo “umbral” e chega a um plano espiritual supostamente superior, o Nosso Lar. Segundo a obra, ele tenta galgar novamente a condição de médico.
Na parábola em que Jesus trata do rico e de Lázaro o mendigo: “E, além disso, está posto um grande abismo entre nós e vós, de sorte que os que quisessem passar daqui para vós não poderiam, nem tampouco os de lá passar para cá” (Lucas 16:26). Vê-se que é impossível a quem estiver num plano espiritual, seja o hades ou o “seio de Abraão” ou Paraíso (posteriormente), qualquer transposição.
Para os anticristãos, Jesus está mentindo, pois é impossível duas verdades sobre os destinos de nossas vidas. Para os cristãos Jesus é a Verdade, para os espíritas, o ex-médium morto disse a verdade. Há, portanto, outra contradição.


3º. O “Nosso Lar” é apresentado como uma continuação do mundo, há local de retificação (conserto), onde almas desencarnadas podem ser restauradas. Segundo André Luiz, haverá sempre a possibilidade de alguém ser restaurado no mundo espiritual, ainda que viva em total impiedade. Evidentemente, uma doutrina que apresente um "escape" do juízo de Deus é uma doutrina consoladora, confortável, aos moldes de Chico Xavier - "a mentira que consola é melhor".
Segundo a Palavra que Jesus nos mandou examinar: “Repreendeste as nações, destruíste os ímpios;apagaste o seu nome para sempre e eternamente." (Salmos 9 : 5). Quem falaria contra o homem palavras tão duras? Com certeza, Deus, pois quer que todos se salvem (I Timóteo 2:4). O anticristo, com certeza, apontará uma “palavra consoladora”, pois os injustos dirão: “na próxima vida me arrependerei”, afinal haverá um local de expiação (tal e qual o purgatório romano).

4º. Segundo o livro, André Luiz galgou a elevação espiritual, ele fora taxado de suicida por seus hábitos em vida. Entretanto no livro “Espírito da Verdade”, de Chico Xavier, encontraremos esse espírito, já considerado “evoluído”, dando os seguintes conselhos:
- “Senão vejamos: Se você destinar a quantia correspondente a um refrigerante ou um aperitivo em cinco doses, segundo os seus hábitos, aos serviços de qualquer hospital, no fim de um mês haverá mais decisiva medicação para certo doente”;
- “Se você suprimir um maço de cigarros em cada cinco de seu uso particular, dedicando o fruto dessa renúncia a uma casa erguida para os irmãos distanciados do conforto doméstico, em breve tempo o agasalho devido a eles será mais rico”.
Como pode alguém que tenha alcançado alguma revelação no mundo espiritual, no “Nosso Lar”, aconselhar as pessoas a abandonarem apenas 20% de seus vícios? Por que esse espírito aconselharia a permanecer com 80% daquilo que se sabe gera inúmeras doenças que levam à morte? Com certeza, uma revelação que contraria qualquer lógica humana, não pode vir de um espírito “superior”. Mesmo um incrédulo sabe que o conselho desse espírito é errado, mentiroso.
Na verdade, sabemos que a "porcilgosa" revelação não conhecia as consequências dos vícios do fumo e do álcool por ocasião em que foram escritos. Para se ter uma idéia, somente em 1995, a Revista Science publicou as consequências da nicotina no sistema nervoso central. Por que será que lá na "pátria espiritual" ninguém disse nada ao André Luiz e deixaram ele dizer uma asneira desse porte? Afinal, o Espiritismo não é ciência? Que ciência é essa em que espíritos que se digam superiores não se antecipam, pelo menos para prevenir o homem de males tão terríveis como o fumo?
Poderemos assistir a um filme fundamentado na obra de um mentiroso? Um filme cujo mentor se move com ódio contra tudo que seja criado por Deus? Haverá uma verdade escondida sobre a mentira?
Versículos da Bíblia têm sido a grande muralha para o espiritismo, daí a rejeição que começa pelo próprio Evangelho de Kardec: “São chegados os tempos em que os ensinamentos do Cristo têm de ser completados; em que o véu intencionalmente lançado sobre algumas partes desse ensino tem de ser levantado” (Evangelho Segundo o Espiritismo cap 1).
Os kardecistas dizem que Jesus lançou “um véu” sobre “algumas partes”. O Evangelho que Jesus mandou pregar diz: "E rasgou-se ao meio o véu do templo." (Lucas 23 : 45) – isso literalmente aconteceu, pois do contrário haveria engano no Evangelho. Seria possível que Deus se enganasse? Sendo impossível duas verdades, no que se diz de Deus, cada um faça a sua escolha, sabendo que somente uma será para condenação ou salvação. A outra será mentira.
Como princípio da dialética, emito alguns pareceres conforme a Escritura:
1º. André Luiz é um espírito imundo, do qual Jesus fez algumas referências: “...não se firmou naverdade, porque não há verdade nele. Quando ele profere mentira, fala do que lhe é próprio, porque é mentiroso, e pai da mentira." (João 8 : 44).
2º. A obra “Nosso Lar” é firmada na mentira, portanto de procedência maligna, leiam: "Seja, porém, o vosso falar: Sim, sim; Não, não; porque o que passa disto é de procedência maligna." (Mateus 5 : 37).
3º. O livre-arbítrio somente se opera quando conhecemos aquilo pelo que optamos, aquilo que rejeitamos e as consequências dessas escolhas, do contrário, não há livre-arbítrio, há apenas veleidade.
Há entre nós mortos que se firmam em verdades próprias e dos outros, parecem vivos, mas estão mortos, sepultados na mentira que consola, esperando o seu "Nosso Lar".

Se observarmos as palavras de Jesus, veremos que o que ele falou sobre o nosso lar é totalmente diferente vejamos:
1º Nosso lar - Reino de Deus, não é desse mundo
2º Nosso lar - Reino de Deus, se emprega força pra entrar nele (Lucas 16.16) "Força no sentido de obediência, santificação"
3º Nosso lar - Reino de Deus, só se entra nele através da pessoa e dos ensinos de Jesus Cristo e não através de visões de supostos espíritos. (Mateus 19.29; João 1..7-11; Atos 16.31)
4º Nosso Lar - Reino de Deus, foi prometido por Cristo antes de sua morte na cruz - (João 14.1-3)
5º Nosso Lar - Reino de Deus, já está pronto, mas ainda não foi inaugurado, a inauguração se dará com arrebatamento da igreja. (1 Tessalonicenses 4.13-17)


6º No Nosso lar - Reino de Deus, estarão de fora: Leia na sua Bíblia. (Apocalipse 22.15)

Agora abra sua Bíblia e veja se os espíritos podem nos ensinar sobre o nosso lar no céu;

Salmo 146 versículo 4 Sai-lhe o espírito, e ele volta para a terra, naquele mesmo dia perecem os seus pensamentos.
Eclesiastes 9 versículos 5 "Porque os vivos sabem que hão de morrer, mas os mortos não sabem coisa nenhuma, nem tampouco terão eles recompensa, mas a sua memória fica entregue ao esquecimento".10 "Tudo quanto te vier à mão para fazer, faze-o conforme as tuas forças, porque na sepultura, para onde tu vais, não há obra nem projeto, nem conhecimento, nem sabedoria alguma".

- Não vos voltareis para os que consultam os mortos nem para os feiticeiros; não os busqueis para não ficardes contaminados por eles. Eu sou o Senhor vosso Deus. Levítico 19:31
- O homem ou mulher que consultar os mortos ou for feiticeiro, certamente será morto. Serão apedrejados, e o seu sangue será sobre eles. Levítico 20:27
- Ora, aconteceu que quando íamos ao lugar de oração, nos veio ao encontro uma jovem que tinha um espírito adivinhador, e que, adivinhando, dava grande lucro a seus senhores. Ela, seguindo a Paulo e a nós, clamava, dizendo: São servos do Deus Altíssimo estes homens que vos anunciam um caminho de salvação. E fazia isto por muitos dias. Mas Paulo, perturbado, voltou- se e disse ao espírito: Eu te ordeno em nome de Jesus Cristo que saias dela. E na mesma hora saiu. Atos dos Apóstolos 16:16-18

Obs. Parte do texto foi produzido pelo irmão Adilson Gomes.

sábado, 8 de janeiro de 2011

Deserto: um avivamento que poucos desejam


Imagine-se agora caminhando sem ser notado por ninguém, sem os abraços calorosos dos amigos, sem dinheiro na conta bancária, sem receber convites para as grandes festas de casamento, imagine que agora as oportunidades mais almejadas por você sejam dadas a outras pessoas menos capacitadas, sim, imagine agora que tudo o quanto você diz dói no coração das pessoas causando rancor e ira, imagine que ao falar no meio do povo você seja entregue às autoridades. Você continuaria disposto a caminhar falando em nome de Deus?

Caminhar requer esforço, suor, determinação e renúncia de si mesmo, visto que, nas esquinas da vida encontraremos poços d’água desejável a nossa sede, porém impróprio para o uso. A cada jornada deveríamos fazer uma análise, conforme já falei em outros textos, deveríamos abastecer nosso veículo – a consciência, afinal antes de desejarmos avivamento precisamos admitir quem somos e começar a caminhada a partir das nossas lutas interiores e dramas da vida, dramas os quais tentamos camuflar com uma roupagem exterior a qual apenas esconde para a comunidade o que somos, mas diante de Deus nos deixa nus e indefesos, por isso qualquer avivamento sem entrega total a Graça divina é puro saltar de braços e pernas e gritos de glórias e aleluia, uma vez que, entregues à Graça tal Graça gerará em nós vontade de doar graça, assim: “quem recebeu perdão, perdoa, quem recebeu graça, derrama graça, quem não foi julgado, porque Jesus foi julgado em seu lugar, esse tal não julga: Perdoa as nossas dívidas, assim como nós perdoamos as nossos devedores.”

Nessa direção, muitos desejam avivamento, porém muitos ainda não se enxergam como gente, são meninos, embora orando muito, falando muita língua estranha, profetizando e vendo o que ninguém vê, observe que tal carreira em busca do sucesso ministerial ou não, dessa

forma, só demonstra o quanto a leitura da Bíblia por estas pessoas não passa de uma adaptação para fazer jus a idéia do grupo e da mente e o quanto mais fervoroso, mais apto, o quanto mais eloqüente, mas preparado, quando lá dentro ainda reinam as mentiras, invejas, porfias principalmente, por um poder estranho e avesso ao Reino de Deus – “O meu reino não é deste mundo; se o meu reino fosse deste mundo, pelejariam os meus servos, para que eu não fosse entregue aos judeus; entretanto o meu reino não é daqui.” (Jo 18.36)

Observemos que Israel foi ensinado por Deus no deserto, lá João Batista foi ensinado e enviado para anunciar O Caminho ao nosso caminho, é para o deserto que Jesus foi enviado 40 dias e 40 noites sem água e pão; mas com fome e com sede o povo de Deus blasfemou e murmurou desejando mais uma vez as carnes do Egito, provando que não adianta ser livre fisicamente se ainda somos escravos de nós mesmos: escravos da murmuração, falta de amor, egoísmo, disputas, pelejas, ciúmes, invejas, mágoas e rancores passados, por isso o deserto é um lugar que poucos almejam por que lá o nosso ego não será alimentado, não teremos a platéia para nos dizer e parabenizar do quanto cantamos bem ou o quanto nossa pregação foi emocionante, no deserto seremos nós mesmos de cara limpa, fora dele nas cadeiras de destaque muitos são personagens, uma ficção da realidade de si mesmo afim de agradar não Aquele que o alistou, mas tão somente à multidão e para agradá-la vende-se até a própria alma para se ter o apoio e o carinho do rei, senta-se nos banquetes de qualquer palácio, festeja-se, da um brando de glória pela queda do próprio irmão são uns verdadeiros Caim’s vestidos de Abel.

No deserto tudo isso cai por terra, pois lá somos quem somos diante de Deus, fora dele poderemos mentir pra nós mesmos que estamos avivados só porque bradamos mais alto que os outros, no deserto seremos ensinados que o nosso pouco poderá ser muito com Deus e o nosso muito: eloqüência, oratória, elegância, bela voz e performance resultará em fracasso no fim do caminho – “Aquele que perseverá até o fim será salvo” Mt 24.13

Eis o motivo do deserto ser para nós uma metáfora da vitória, nele aprenderemos com Deus a perseverar, esperar só nEle, no deserto nossos desejos estranhos serão exterminados pelo fogo santo do Espírito, no deserto não existirá mais “eu” e sim “Ele” o Santo dos santos, no deserto a dor latejará na carne, mas a alma fluirá amor para com todos no desejo de que o Reino de Deus venha até nós. É possível dizer que poucos almejam o deserto porque o único reino encontrado lá é o de Cristo e muitos querem construir seu próprio mundinho de poderes e acreditar na falsa ilusão de que são, quando no Reino de deus não somos nada só servos, enquanto não aprendermos isso precisaremos urgentemente orar para que Jesus nos dirija até lá pela sua santa mão.

Sendo assim, se esse for o seu problema, se o que brota em você ainda são as mesmas raízes de amargura de outrora, se lá dentro ainda pulsa os mesmos desejos do velho homem, se ainda que vestido de cristão sozinho no quarto diante do espelho você só consiga enxergar o velho homem e a mentira vestida de verdade sobre você, então é necessário ir ao deserto de Deus enviado por Ele, não vá só, nem tente ir por impulso senão será a morte e de lá só sai vivo aquele a quem ele enviou, vitorioso e pronto pra batalha só saem aqueles separados para guerra, sim, se este é seu desejo vencer em Cristo e por Cristo, o deserto de Deus é o lugar.

Até à próxima!

André Silva