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segunda-feira, 29 de junho de 2009

Velho homem obreiro

Já observamos nos capítulos anteriores as façanhas do velho homem no homem espiritual. Também detectamos o quanto suas estratégias mudaram, mandar alguém pra fogueira ou colocar na cova dos leões são coisas do passado, posto que hoje o inimigo se contenta com nossa morte espiritual e não física, portanto a obesidade trouxe em si a morte aos poucos aos servos de Deus bem sentadinhos no sofá da sala. Sendo assim, ainda nascem outros questionamentos: por que muitos obreiros salvos em Cristo ainda vestem a roupa do velho homem? Pode o velho homem abençoar, com suas ações, a obra do Senhor?
Se abrirmos a janela do passado, veremos que o poder sempre foi combustível para o motor enferrujado desse homem carnal ou mesmo de algum anjo o qual desejou subir as mais altas nuvens (Is 14.14), até ele, o querubim ungido de Deus, teve o poder como estratégia para auto promoção e mais tarde esse mesmo anjo caído traz a receita ao primeiro casal humano na propalada alegação de que teriam poder, seriam como Deus, saberiam tudo. Com isso, o motor de partida foi acionado, a tomada foi plugada à energia do desejo e de lá pra cá a Bíblia nos mostra diversos casos de “velhos – homens – obreiros” os quais mesmo separados para liderar e zelar pelo serviço do Senhor, trocaram os valores, interrompendo até mesmo sua chamada na hipócrita idéia de que ser visto, aplaudido e famoso trouxe em si mais vantagens que o simples servir.
Não estou aqui culpando o homem, apenas apontando as estratégias do velho no homem espiritual, até porque suas ações podem nos deixar cegos, ambiciosos, obesos e precipitados.

“eu disse: Agora descerão os filisteus sobre mim a Gilgal, e ainda à face do Senhor não orei; e forcei – me e ofereci o holocausto.” (I Samuel 13.12,13)

Saul, rei escolhido pelo povo de Deus, tinha tudo para acertar, a questão dele e de muitos obreiros é a questão em foco: desobediência que desemboca em precipitação. “e forcei-me e ofereci holocausto” Todo qualquer trabalho forçado gera entre o povo frieza, o altar congela, ainda que os valentes estejam à frente, tentem mostrar serviço diante do líder, ainda que mostrem aparência de quem sabe mais que o outro, que é mais espiritual e mais capaz, tal ação é reprovada por Deus, visto que o Senhor não depende do nosso esforço para que sua obra ande, mas se em obediência estivermos, Jeová Deus nos manda guardar todas as armas e louvar, nos manda ficar parados e para ficar observando a os inimigos se destruírem, pois a peleja é do Senhor, a igreja não precisa de defensores, Jesus é o noivo cuidadoso dessa noiva.
Por outro lado, o velho homem não trabalha por amor, mas por auto promoção, “o que ganharemos, se deixarmos tudo e te seguirmos?” Muitos obreiros correm desenfreadamente por uma posição eclesiástica e se esquece de que quanto mais alto se sobe mais terá que descer e servir, visto que Jesus o maior homem entre nós nos deu exemplo e deixou claro que se alguém quiser ser senhor, primeiro seja servo. Mas, ai está o problema, o velho homem não consegue se inclinar a servidão natural, porque sua índole é orgulhosa, cheia de méritos próprios e procura sempre mostrar sua auto capacidade preguiçosa de uma ação sem reação, de uma ação cheia de segundas intenções, posto que tais inclinações é como um parasita na vida de quem almeja espiritualmente ser grato a Deus com seu serviço voluntário. Então, cuidado! “Toda árvore que não tiver frutos será cortada e jogada no fogo.”
Nessa direção, o velho homem não frutifica porque não entende as coisas do alto, não observa ao longe nem ao lado, nem detecta o fim de nossa peregrinação aqui, apenas deseja as coisas daqui, as conquistas daqui, o gozo daqui, por isso caro irmão e irmã pensemos longe, olhemos para o alto, nossa redenção, expulse esse parasita de você, se humilhe diante da potente mãos de Deus que no tempo certo Ele o exaltará.

Até à próxima!
André Silva

sexta-feira, 29 de maio de 2009

O velho homem e a obesidade humana




Nas manchetes dos jornais a obesidade nunca teve uma cadeira cativa como hoje, fator maior para a preocupação dos cardiologistas, nutricionistas, controladores do peso e os personais trainers na busca incessante pelo peso ideal. A dieta virou o slogan da vez, é a gíria do momento e se formos a fundo ao assunto, veremos que tal busca desesperada contra os ponteiros da balança tem em si uma razão especial e se fizermos um paralelo entre o corpo físico e espiritual iremos identificar que os fast – foods da vida não nasceram por acaso, da mesma forma a comida rápida oferecida aos cristãos não é nenhum modismo contemporâneo e sim uma grande e inteligente artimanha.
A comida de Jesus era balanceada e rica em calorias, fazer a vontade do Pai, agradar somente a Ele era seu prato predileto, posto que tal dieta trazia em si mesma testemunho contra os seus agressores, era a resposta que calava a boca e fazia o próprio diabo desistir de tentá-lo, enquanto na ginástica, Jesus era rigoroso em praticar oração nas academias dos montes e locais reservados e de vez em quando exibia os músculos da misericórdia e com uma só palavra expulsava o mal. Jesus não conseguia tais feitos por que gostava de fazer meditação como os budistas, não, Ele nunca se enclausurou em mosteiros para alcançar a perfeição, porque viu que mesmo em meio à sociedade corrupta rodeado por tanta gente com más intenções, cercado de hipocrisia e violência, Cristo conseguiu vencer o mundo e a guerra contra o corpo. Jesus nunca ficou obeso existencialmente, nunca se exaltou nem deixou que o chamassem de rei nem mesmo optou em fazer caminhadas diárias para fazer a dieta dos tantos caminhos que existiam, antes foi claro: essa é a minha comida, minha bebida e minha caminhada, posto que o caminho sou eu mesmo.
No caminho não há receitas milagrosas afim de que o obeso existencial venha perder alguns quilinhos e virar um viciado em academias e exercícios, um dependente de drogas lícitas dos shakes diet, das sopas e chás ou mesmo das doutrinas obesas que ao longo do tempo também emagreceram para se parecer com o caminho chamado Cristo, a proposta de Jesus foi muita mais desafiadora, inquietou os sábios e fez uma revolução no mundo das ciências, filosofia e sociologia, porque não precisava emagrecer para ficar parecido com o modelo, apenas “vinde como estais, vós os cansados e eu, Cristo, vos aliviarei”. No caminho há alívio para alma, não precisa correr muito e levantar quilos e quilos de fardos pesados ou ficar parecido com alguém da televisão, basta apenas caminhar e no caminho o corpo que antes era obeso em sua essência vai tomando forma, a respiração que antes faltava ou vinha com dificuldade agora sai aliviada, a roupa vai encontrando seu contorno no corpo, os botões não fazem mais guerras, antes declaram a paz ao atacar sem muita força, no caminho proposto por Cristo, o espelho da vida já não mais incomoda, há uma reconciliação, uma vez que com todas as falhas que eu tenha, nenhuma condenação há, se eu estiver em Cristo, que é o caminho.
Porém, é com muita tristeza que observamos muita gente caminhando sem sair do lugar, numa eterna esteira ergométrica, pelo fato de um dia ter se deparado com o caminho, se comprometido a andar nele, mas no caminho o sedentarismo tomou conta, as células adiposas se multiplicaram e com elas o costumeiro jargão: “isso besteira”, alimenta mais que o próprio pão do céu, que é a Palavra. Há também outros indícios os quais na esteira da vida não diminui os efeitos da obesidade mórbida no ser, Jesus por sua vez tinha a fórmula exata para tratar esse mal que invade muitos corações desapercebidos: tirar a ansiedade, obedecer, levar a própria cruz, se tornar como criança, comer a Palavra, jejuar, orar sem cessar e nascer de novo. Não há obstáculos no caminho que não sejam vencidos com essas armas, qualquer um que se aventurar a esta empreitada vai sentir alivio tanto na alma quanto no corpo.
Por outro lado, a ansiedade tomou conta do ser, a materialidade, as grifes do momento, o status, o diploma, o reconhecimento humano se tornaram o sonho de muita gente, quando Cristo foi enfático que ganharíamos dez vezes mais se o reino estivesse como prioridade em nossas vidas, seríamos mais prósperos se o nosso tempo fosse melhor administrado, se nos desprendêssemos dos sofás e gastássemos menos tempo em dar ibope a aparência do mal e aos elementos que mais Jesus combateu nos evangelhos, viríamos de perto os milagres, a resposta chegar onde resposta não existe, ficaríamos surpresos com as surpresas provindas do trono da graça, se atentássemos mais em ouvir do que falar e oferecer sacrifícios de tolo, poderíamos estar em forma sem precisar de gastar tempo e dinheiro nas academias da vida, se déssemos meia volta e nos tornássemos como criança.
Nessa direção, os shakes, sopas, chás, anabolizantes e cosméticos até então não trouxeram em si nenhuma melhoria do ponto de vista humano, as pessoas malham o corpo, passam horas diante do espelho, tentam se produzir para causar uma boa impressão, mesmo assim continuam frias por dentro, perderam a sensibilidade, a visão espiritual ficou míope, a beleza que realça o corpo pode até impressionar, mas em si é uma luz ofuscada, pode trazer alívio à alma, contentamento, mas é como um vaso rachado que precisa retornar ao oleiro para ser moldado e transformado em vaso novo.
Da mesma forma, a oração deixou de ser exercício diário para queimar as calorias do pecado, embora a oração aqui não é aquela a qual costumeiramente fazemos antes de dormir, antes das refeições e ao acordar, não, oração é fruto de entrega e sem esse mergulho, tal ação torna-se apenas uma cultura rotineira e mecânica, é um simples repetir de palavras prontas nos fazendo ficar sobre a esteira ergométrica acreditando que estamos saindo do lugar. A oração como fruto de entrega nunca foi algo fácil, sempre travou batalhas com a obesidade e por incrível que pareça em algumas vezes tem perdido diante da carne fraca. Oramos pouco, porque a oração no meio cristão de qualquer placa metamorfoseou-se em barganha, oramos mais para pedir do que mesmo pela vontade de estarmos na companhia do nosso mais fiel amigo, Cristo Jesus, trocamos os valores e com eles engordamos demais com os supérfluos da vida.
A obesidade, além de ser um descuido, passa a ser também uma artimanha inteligentíssima. Quanto mais obeso mais preguiçoso, logo uma vez preguiçoso se tornará presa fácil do inimigo, pois um cristão quem num intervalo de 24 horas não consegue parar 30 minutos para se alimentar da Palavra e mais 30 minutos sem ter uma conversa aberta com o amigo Jesus, pode ter certeza, a obesidade deixou de ser um relaxamento para se tornar uma doença a qual se sedimenta no prato da ansiedade fazendo o homem desejar as guloseimas que os porcos comem.
Nesse caso, precisamos das armaduras espirituais, no entanto carregar armaduras é pesado, tem um preço, colocar sobre os ombros as armaduras espirituais descritas na carta aos Efésios é uma tarefa para quem está acostumado a praticar a mesma ginástica e alimentação de Cristo: Fazer a vontade do Pai. Afinal, sua comida era essa, sua ginástica era o jejum e oração, nenhum obeso conseguiria carregá-las, visto que, é preguiçoso, dorme muito e por tabela é desapercebido, falta-lhe a vigilância diária, falta visão do céu para enxergar o perigo à frente e dar meia volta, porém o obeso ver o prato, sabe que não pode comer, mesmo assim deseja, olha, cheira e come as guloseimas até lamber o fundo, pois o capacete da salvação, o escudo da fé, a couraça da justiça e a espada, que é a Palavra estavam ausentes, portanto sem elas as setas que voam ao meio dia e o arco do forte não puderam ser quebrados e o obeso então atingido.
Ao ser atingido, o obeso passa a sentar no sofá para se alimentar da programação diária, passa a dormir mais, não sente vontade de ler a Bíblia, muito menos de orar, investe pesado no laser secular, investe maciçamente na beleza do corpo, enquanto a alma vai se tornando um animal feroz vociferando as mesmas paixões do velho homem. Uma vez atingido pelas flechas malignas do colesterol, pelas setas anabolizantes do mal, o cristão se torna precipitado, egoísta, avarento, adúltero, desobediente e fazendo coisas de menino. Ora, se foi a época em que o inimigo lançava os cristãos na arena para serem engolidos pelas feras, hoje não precisa muito para exterminá-lo, basta torná-los obesos.
O velho homem não brinca em serviço, portanto continuaremos a descrever suas artimanhas no próximo texto. Lembre-se, você precisa das armas espirituais, mas para tê-las é necessário sair do sofá e subir o monte da oração, seja no próprio monte, seja no quarto, seja no intervalo do trabalho, seja no caminho com o caminho.

Até à próxima!
André Silva

quarta-feira, 27 de maio de 2009


Será que você está obeso(a)?

Suba na balança e descubra isso no meu novo texto:
O VELHO HOMEM E A OBESIDADE HUMANA.
A paz do Senhor, a todos.
André Silva

domingo, 3 de maio de 2009

Nas mãos do velho homem




“Os alimentos são para o estômago e o estômago para os alimentos; Deus, porém aniquilará, tanto um como os outros. Mas o corpo não é para a prostituição, mas para o Senhor, e o Senhor para o corpo.” (1ª Co 6.13)


Muito se tem escrito sobre os fracassos nos relacionamentos, sobre as frustrações em alguns casamentos que mal começaram, nas decisões encalças, nas fraquezas daqueles que almejam acertar. Há uma enxurrada de livros sobre o assunto e ainda não tenha escrito nem um terço das causas, conseqüências e possíveis soluções, posto que assassinar as paixões não é tarefa fácil, principalmente se levarmos em consideração as inclinações do velho homem, suas motivações, medos, neuras, desejos e predicados contextuais. Então, o que nos impulsiona agir de corpo? Escolher pelo e com o corpo?
Em primeiro lugar, alguns autores discorrem sobre o contexto da modernidade jogando toda ou parte da culpa dos nossos fracassos espirituais como se as pessoas fossem manipuladas inocentementes. É bem verdade que os instrumentos da mídia em geral têm nos bastidores essa função, mas nenhuma ação se torna reação se em mim ela não tiver poder, assim entendemos que as ações da mídia no homem moderno é resultado do poder de influência sobre cada um, portanto os anúncios, jornais, revistas pornográficas, novelas, filmes e o mau uso da internet têm motivado algumas reações pelo simples fato do corpo ser alimentado e se o corpo foi alimentado é porque estava com fome e se com fome é porque estava pouco a pouco se inclinando ao prato, fator pelo qual o próprio Jesus não caiu na emboscada da ação – reação quando em quarenta dias com fome estava, antes preferiu dizer “Nem só de pão viverá o homem...”, sim, o corpo é metáfora de nós mesmos, ele é o que defendemos ser nos bastidores da vida, lá quando ninguém nos vê, quando as luzes se apagam e o oculto entra em cena.
Na contramão das reações, não poderíamos culpar a mídia, embora saibamos de suas armadilhas, a questão é: O que somos? O que defendemos? Quem somos nos bastidores do corpo, lá onde ninguém pode escutar os gritos do velho homem ruminando seu alimento predileto: as concupiscências. Sim, quem somos nós?
Responder a tais perguntas nos levaria a descobrir as raízes dos problemas nos relacionamentos em vésperas de fracasso, nos colocaria frente a frente ao espelho da verdade, infelizmente a face refletida no espelho tem sido mais verdadeira e real que nós mesmos, por isso poderemos julgar que o diálogo com Deus, com o outro e com nós mesmos têm estado ausente, até porque antes de se alimentar desejamos, desejo causado pela ação – reação do corpo, mas só alimentados se poder tiver sobre nós e para que a fome não nos cause reações contrárias, precisamos entender nossas limitações, porém temos a mania de camuflar nossos mais negros segredos, temos a cultura de mascarar nossas dores, taras, manias que ao se confrontar com as reações do corpo se lambuza com o banquete que a oferecemos, logo a mídia é o banquete dos olhos do corpo, são as guloseimas numa diabetes que nem dói nem se detecta a olho nu, mas surge de mansinho; então pare agora! Se não está sabendo usar a internet, se ao ficar a sós o dvd tem sido um banquete para os filmes pornográficos, se as playboys e G’ magazines e até mesmo as revistas de vendas de lingeries têm sido o combustível que dá poder sobre você, pare em nome de Jesus, porque nem só de pão viverá o homem, mas de toda Palavra que sai da boca de Deus.
Através desses e outros elementos, o homem se sente cercado entre o ser e o não ser, falta-lhe a respiração na hora da tentação, mesmo com o espírito pronto, falta coragem para assumir que o câncer do pecado está tomando conta do corpo, falta coragem para encarar a quimioterapia no gabinete pastoral em busca de ajuda, por outro lado faltam também apascentadores nos gabinetes da vida, porque o gabinete transformou-se, em alguns lugares, em gestão financeira de “lucros – alma”, quando a alma ficou presa nas mãos do velho homem e sem forças para retroceder ao seu bel – prazer, escolhendo assim pelo corpo e com o corpo que essa terra ainda há de comer.
Dessa forma, nada pode ser feito, a não ser que a quimioterapia faça efeito na consciência e o remédio da oração seja tomado regularmente na hora exata, se não o corpo fica a mercê do velho homem, vagando pelas as avenidas de uma certeza incerta, decidindo com o olho nu ou com o coração, que de bom nada tem, acreditando nos seus passos que pouco a pouco vão cavando a própria cova no inferno que o espera, embora de cetim, brilho, grife e posição sócio - eclesiástica esteja coberto o corpo.
Sim, minha irmã tem solução, sim meu irmão o remédio da oração tomado regularmente na hora certa é um antibiótico de mil miligramas contra a pneuma da alma. Sim, buscar ajuda junto ao seu apascentador o fará enfrentar as reações do corpo, mas é exercitando o espírito em jejum, é se esvaziando da carne, que o corpo vai morrendo e o espírito tomando fôlego para responder com voz forte: eu não preciso desse alimento, eu preciso da Palavra que sai da boca de Deus.
A partir daí poderemos desenhar a arquitetura do velho homem e mostrar seu desequilíbrio diante as diversas situações. Jesus por sua vez era um homem sensato, seu corpo teve fome, mas ele rejeitou transformar as pedras em pães, visto que atender aos apelos do corpo seria jogar quarenta dias de jejum fora, seria agir com ansiedade, seria deixar o caminho, o alvo: a cruz.
Observe que o velho homem, o diabo, nos oferece comida aos poucos, primeiro ele tenta matar a fome de Jesus, segundo pede para ele pular do alto do pináculo e assim dar um espetáculo, terceiro, prostrar-se. O velho homem alimenta seu desejo, depois faz você se revelar para todo mundo envergonhando a igreja e por fim desviar-se se lambuzando com o prato. As táticas são variadas desde um simples olhar, um gesto, um pensamento para desembocar num vai e vem das emoções, numa repetição igualzinho as colheradas que colocamos na boca quando o paladar acusa que a comida esta gostosa, vamos comendo pelas beiradas, depois acabamos por lamber o prato. Então cuidado, nem toda comida gostosa é sadia, mas é um canal para algumas doenças que explodem numa simples gastrite, num diabetes ou mesmo num câncer no velho argumento que o meu corpo está forte,quando fracos somos diante de qualquer doença, ninguém venha dizer que fica em paz quando a doença nos assalta, mesmo depois dos remédios, o corpo se reabilita, dá sinais de melhoras, mas a cura total não existe, somente quando nos livrarmos do corpo dessa morte, só nas mansões celestiais estaremos livres, aqui estaremos sujeitos a tomar remédio controlado todo dia, o diagnóstico é o mesmo para todos cristãos: Vigiar, orar, jejuar e se alimentar da Palavra do Senhor, que o pão do céu, essa receita é infalível contra o vírus do velho homem.
Já entendemos que a mídia ou a modernidade não pode ser justificativa para a queda. O que interessa saber é o que nos leva a ficar nas mãos do velho homem? Por que ele exerce tanto poder sobre nós? Como se livrar das garras desse homem caído? Essas respostas nós iremos construir juntos, portanto estaremos abordando nas próximas postagens.

Até à próxima!
André Silva

sábado, 25 de abril de 2009

A Paz do Senhor a todos


O que fazer quando somos prisioneiros de nós mesmos?


Responda comigo essa pergunta ao ler
meu próximo texto.


Nas mãos do velho homem

Em Breve!


Até à próxima!
André Silva

terça-feira, 14 de abril de 2009

A vida da morte



A noticia chegando de assalto e um calafrio tomando o corpo, assim é o momento que abrimos a porta para morte, embora intuitivamente sabemos que ela mora nas calçadas da vida. A morte é atrevida, ousada, não pede licença para entrar, é irônica, sombeteira e vive nas espreitas de nossos deslizes. Se a observamos de fora, assim como ela fica a nos assistir, teremos um outro olhar sobre este estigma da vida humana.
Há outras mortes além desta, mortes necessárias para estancar o fluxo do germe do pecado que também insere morte. Há mortes belas de um amor que se instaura devagar e vai nos tomando por completo e só por completo se entende na madureza da vida, que amar é privilégio de maduros, na maturidade em entender que é preciso estar morto para conceber todo esse peso de amor que Deus nos doa e nos impele a morrer para amar, mas há tantos que recebem amor e não desejam morrer para concebê-lo e conhecê-lo. (Isaias 59.2)
A notícia chegando em náusea, o desespero tomando conta, a saudade já se fazendo presente e o nosso medo interior de ficar só ou mesmo de perder aquilo que mais temos de precioso, quando em Cristo não perdemos nada só ganhamos. Diante da morte ficamos assim: fragilizados, parece que nos falta o raciocínio, o equilíbrio. Jesus ensinou que até na morte é motivo para glorificar o seu nome e ver a olho nu o milagre acontecer.
O caixão já no meio da sala, as pessoas chegando com os rostos vincados, a tristeza tomando conta do ambiente, algumas pessoas falando baixinho: ele era um bom homem, era uma boa mulher, que Deus a/o tenha num bom lugar, como se a morte fosse apenas um tele transporte para um cenário desconhecido, como se ela fosse um fim, quando ali começa a vida. A morte, por sua vez, nos olhando atentamente, mirando a próxima vítima e em deboche silencioso aplaudindo ela mesma sua atuação como atriz coadjuvante. As pessoas ali no seu último momento com o corpo, como se o corpo bastasse e fosse preciso existir corpo ou imagem para haver lembrança. (Lucas 20.38)
Precisamos amadurecer mais, e receber a morte como quem recebe um presente, afinal em Cristo, nas mansões celestiais, há um prêmio que nunca se acaba, a traça e a ferrugem não consomem, os ladrões não roubam, a doença não chega, (Mateus 6.19,20) lá todos estão sarados das chagas desse mundo, precisamos morrer por dentro, queimar e assassinar nossas taras e manias, pois quanto mais alimentamos nossa carne, mas distante do prêmio ficamos, quanto mais vida damos a ela é que os fantasmas do velho homem nos assombram nesse vazar premeditado entre o ser e o não ser. (Efésios 4.17 – 32)
A hora do último adeus chegando, a sala se abarrotando de gente na oração final, para entregar a alma a Deus como se esse fosse o nosso papel, tentamos erroneamente fazer o que não está no nosso poder, antes da morte tentamos interromper a sua chegada a todo custo sem entender que ela está sentada do lado de fora esperando o momento de bater a porta e entrar, afinal diziam alguns judeus: “não poderia ele que abriu os olhos do cego, fazer também com que este não morresse? (João 11.37) Essa fala tão nossa soa como desespero daquele que não se prepara, não espera, nem tem esperança, mas só espera o tudo daqui. Em contrapartida Jesus antes já anunciava que Lázaro iria ser despertado do sono da morte e com muita tranqüilidade, Cristo não faz uma oração para entregar o defunto nas mãos de seu Pai, seria um contra censo, se Jesus é vida não faria inúmeras rezas para colocar o morto num bom lugar, mas Ele ora ao pai e o entrega a vida (João 11.40 – 44), porque diante da morte, aqueles que crêem nEle, crê no sentido de ter esperança e não de acreditar apenas, esses sim, têm a morte como um presente final, esses dizem a morte vem, esses dizem até quando nos deixarás viver nesse lixo chamado sociedade, quando nos arrebatarás para ti mesmo, quando? (Mateus 24.13)
A morte zomba dos desesperançados, trafega pelo meio da casa fechando todas as possibilidades de alegria e contentamento, traz consigo todos os misticismos, tudo faz mal, quando o mal já existia e não o matamos, apenas continuamos a alimentá-lo transformando ele num gigante a destruir nosso templo sagrado, o corpo. A morte vai adentrando devagar sem percebermos, sobrevoa e faz ninho sobra nossas cabeças, então andamos, corremos, rimos, viajamos, dormimos, amamos sem perceber que estamos mortos – vivos, dando vazão a opinião própria: “esse é o meu jeito de pensar” sem entender: “Ora, nós sabemos que Deus não ouve a pecadores; mas se alguém é temente a Deus e faz a sua vontade a esse ouve”. (João 9.31)
De um lado a morte é bem - vinda de outro ela é inimiga, porque vive para frustrar nossos sonhos. A morte é a prova de que quanto mais desobediente sou, mas ela tem poder sobre mim, é a colheita de um plantio forjado no meu interesse próprio, a morte é a certeza de que o exterior santo não basta para vencê-la se lá dentro de nós ainda temos os mesmos ciúmes, invejas, intrigas, julgamento alheio, mentiras, traições, desejos carnais desenfreados, cobiças, misticismos, incredulidades, rebeliões, desobediência, taras, glutonarias, bebedices, cachorrices e coisas semelhantes a estas, sim! A morte está lá reinando no íntimo do nosso ser se acharmos que basta apenas fazer parte de um grupo, levar a cesta básica ao oprimido, orar muito, trazer no rosto o ar de piedade, se vestir com as roupas da religião e apenas dizer: eu não mato, não roubo, não fumo nem bebo, como se isto bastasse para a morte não fazer morada dentro do ser. A morte é a paixão da carne, é o vai e vem das emoções, é o brilho latente do orgulho, é a mais pura canção de amor quando cego estamos, a morte é a beleza que formoseia o corpo a quem damos tanta atenção, quando a alma precisa ser lavada e regenerada. (Apocalipse 2.10,11)
É necessário que matemos a morte do ser, que é o pecado de cada santo dia, e que abracemos sem temor a morte que quer matá-la: os frutos do Espírito. Sim, para obtermos os frutos temos que morrer para o mundo e para nós mesmos. (Gálatas 5.16- 26) Por isso, a vida da morte é um germe sem sabor, sem cheiro e sem dor, mas mata e corroi como uma praga no cafezal, precisamos deixar de dar vida a morte, exterminando-a com a morte da cruz, com o sangue puro carmezim, com um não ao que Deus não se agrada, com um basta a frieza que se instaurou, pois a vida só é vida se o ser salgar e iluminar, (Mateus 5.13 -16) a vida só é vida se o ser imitar aquele que escolheu morrer primeiro para vida nos dar, (Efésios 5.1,2) mas a vida da morte é morte não só física, mas espiritualmente eterna.

Até à próxima!
André Silva

quinta-feira, 9 de abril de 2009

Amor que vence
(Hino 27 da Harpa Cristã)

Amor, que por amor desceste!
Amor, que por amor morreste!
Ah! quanta dor não padeceste,
Meu coração pra conquistar,
E meu amor ganhar!
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Amor, que com amor seguias
A mim, que sem amor Tu vias!
Oh! quanto amor por mim sentias,
Meu Salvador, meu bom Jesus,
Sofrendo sobre a cruz!
**********************************
Amor, que tudo me perdoas!
Amor, que até mesmo abençoas!
Um réu de quem Te afeiçoas!
Por Ti vencido, ó Salvador,
Eis-me aos Teus pés, Senhor!
**********************************
Amor, que nunca, nunca mudas,
Que nos Teus braços me seguras
Cercando-me de mil venturas!
Aceita agora, Salvador.
O meu humilde amor!
**********************************
Até à próxima!
André Silva