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quarta-feira, 6 de julho de 2011

Apenas um Toque

Sempre reclamamos que a vida anda por demais agitada, o vaivém frenético das pessoas em busca de uma oportunidade, o relógio nos apressando e a buzina dos carros incomodando o nosso ouvir, já que o escutar perdeu seu espaço nas agendas da vida e a isso chamamos de modernismo. Há séculos o escutar, tocar, se emocionar, refletir e analisar esteve distanciado dos homens, tentamos colocar o tempo todo “remendo novo em pano velho”, sem entender que um simples olhar, um simples toque pode fazer toda diferença.

Os pescadores remando contra a maré econômica sem encontrar peixe, os cobradores de impostos ávidos no trapacear matemático de suas ganâncias, os mestres do saber tentando descobrir a raiz profunda das coisas sem a essência delas, o cotidiano se desfazendo nos pés cansados de quem procurou um pão e não o encontrou, até uma mulher da vida “sem vida” rouba a cena, mas é incompreendida pelo seco tesoureiro socialista, assim o mundo vai: desejoso por conquistas e destaques, ansioso por manter sua posição andando cegos em si mesmo e tentando se curar dos seus melodramas nos consultórios da vida.

É bem verdade que eram gente como a gente, nada há de extravagante neles que não haja em nós, de lá pra cá nada mudou, repetimos as mesmas mazelas com nome novo, talvez seja por essa razão que enfrentamos com mais facilidade os dramas da vida até que certo dia brota da raiz de Jessé, um homem que até hoje mudou o percurso do olhar, ouvir – escutar, analisar e principalmente tocar.

Infelizmente, nossa pressa desvirtuou a água da fonte, somos um tanto acelerados em falar, quando deveríamos permanecer em silêncio; somos forçados a olhar sem ver; somos forçados a dormir no ponto sem perceber os detalhes, detalhes que fazem a diferença.

Jesus alertou tudo isso, sua metodologia não passeou pelas bancas de Harvard, seus conceitos não foram extraídos de laboratórios nucleares, sua pesquisa de campo não foi densa, bastou apenas um olhar, o silêncio, uma palavra, um toque.

A sociedade moderna parece perdida mesmo em meio a um farto campo de pesquisa, análise laboratorial, idas e vindas a psicoterapeutas, mesmo num momento propício a novas descobertas, já fomos longe demais tentado descobrir vida em Marte e clonar a espécie humana, saltamos de alegria a cada tentativa de acabar com o câncer e a Aids, sim o homem deu um salto qualitativo em mudar os rumos da história e da pesquisa genética, mas ainda nos resta algo: preencher o nosso grande vazio.

Nessa direção, o que deixavam rabinos, sacerdotes, mestres e doutores da lei boquiabertos era a maneira como Jesus tratava tais temáticas.

Pescadores preocupados com as redes vazias, porém algo novo os direcionou para outras águas: Venham e os farei pescadores de homens. Um grito surdo ao longe dizia: Jesus filho de Davi tem misericórdia de mim, enquanto os homens recusaram o escutar, o Mestre o tocou com apenas uma frase: “O que queres que eu te faça? Ver! Então veja! Um simples garoto com apenas um pãozinho e três peixes ofertados no balaio fiz toda diferença quando Jesus os tocou e assim houve ensino e comida quando cada um precisaria retornar a suas casas.

O problema maior é que muitos até hoje buscam comida, a resolução dos seus problemas, a cura de suas enfermidades, um milagre sem descobrir como preencher o vazio que assola o ser. Isto se dá porque assim como os grandes cientistas correm por descobertas, correm os homens por qualquer coisa que sane seus problemas e não interessará se a água é turva, se a massa é levedada ou se há veneno na panela, então acabamos por nos debruçar no colo prostituto da pressa, então deveríamos parar, pensar e analisar o que estamos fazendo conosco e com o outro, quando um olhar, um palavra, um toque derrubariam todas as barreiras sócias em nossa volta nos tornando mais humano como Cristo foi.

Os monstros sociais estão ai devorando a juventude, dilacerando os lares, quebrando as moléculas do amor que ainda nos restam, as pessoas até tentam uma escapadela, acreditando que a religião seja uma saída, porém nunca se viu tantos religiosos doentes por dentro, mal humorados, ignorantes, sem afeição, sem amor ao próximo, eles acabam carregando sobre si tudo o que Jesus tanto criticou em sua época. Assim, se entregam os homens aos rituais sagrados, as normas, aos códigos de ética, a boa homilia, ao andar descalço imprimindo um rosto de piedade em cada esquina, se vestindo com s cores do “sagrado”, porém sem haver mudanças para dentro do ser e quanto mais o tempo passa vamos ficando vazios e sem coragem de olhar no espelho diário e despertar que precisamos ser tocados por Ele, o Salvador do mundo, Cristo Jesus.

Não entendemos ainda, esse discurso vazio, porém proferido por mais um nome da mídia não conseguirá preencher vazio de ninguém, não serão os tantos lançamentos de livros, DVDs e CDs em nome de Jesus que converterão homens velhos em homens novos, todo esse cardápio é antigo, capitalista e meritório e nos levam apenas a um círculo vicioso o qual andamos, andamos e andamos sem sair do lugar.

Então, porque será que o toque de Jesus faz tanta diferença?

Em primeiro lugar, Jesus preparava os homens para serem gente aqui, para lidar com esses problemas diários, Cristo nunca orou para sermos alienados no tempo e no espaço, nem orou para nos teletransportar dessa terra de caos, ao contrário, orou ao Pai para que nos livrasse do mal, principalmente do ardil do engano.

Já parou para pensar nas tantas pedras que Madalena iria receber dos rabinos e sacerdotes da lei? Às vezes, nós também agimos como eles. Já imaginou o tabu quebrado por Jesus em cear com pecadores? Quem hoje ousa tal coisa? Ao contrário achamos que somente os bem sucedidos podem servir a Deus. Por outro lado, a justificativa de alguns é a contaminação, contudo, se os médicos pensassem assim como iriam socorrer os doentes? Ai está, muitos até doam pão, fazem grandes campanhas, mas nem só de pão vive o homem, precisamos mesmo é de um toque, uma palavra que sacie nossa falta de transcendência.

Olhem pra Jesus e vejam como ele respondia as questões.

Olhem pra Jesus e vejam como ele se comportava diante da sociedade.

Olhem pra Jesus e vejam como ele dava atenção especial do mendigo faminto ao sacerdote mais rico e doutor da lei.

Olhem pra Jesus e vejam sua pedagogia, a simplicidade de seu ensino provou que não precisa muito para se chegar lá, fora disso é só balela, conversa fiada, jargão, clichê e muita, muita, muita tolice.

Olhem pra Jesus e vejam que em momento algum ele perdeu tempo com tanta tradição, ritual humano, o quanto Cristo foi tão simples, tão prático: pecado é pecado, não há meio termo.

Olhem pra Jesus e vejam o quanto o silêncio falava muitas vezes mais alto, até diante das ofensas não se defendeu, provando que as pessoas já estão cansadas de tanta retórica, o que se precisa na verdade é retirar a máscara a qual teimamos em usar para fingir o que não somos. Usamos a hipocrisia na corda bamba diária: uma hora somos do time da graça, de repente julgamos severamente com a lei acreditando piamente que Jesus pensa assim.

Coitados de nós!

Quanto mais se busca um reino aqui, as 30 moedas de prata tilintam no cofre “Escariotes” de nossa consciência e assim sem perceber acabamos por vender Cristo por tão pouco.

Pense bem! Leia as Escrituras, indague e veja como Jesus agia, está lá, está claro é só ler, crer e praticar.

Apenas um toque, apenas!

Até à próxima”

André Silva

sábado, 18 de junho de 2011

Quem pode rogar por nós

e advogar nossas causas?


Geralmente quando temos problemas ou em meio a uma grande aflição, recorremos a alguém em busca de uma palavra, de um auxílio e isto é comum. Geralmente recorremos aos amigos para conversar, outros guardam consigo seus problemas para não perturbar ninguém, mas é bom saber que quando precisamos de ajuda o nosso Deus está disposto a qualquer hora a nos ajudar. Então, recorramos a Deus, pois Ele nos ama, mas através de quem Deus escuta nossos pedidos? Jesus afirmou: “EU SOU O CAMINHO, A VERDADE E A VIDA, NINGUÉM VEM AO PAI SENÃO POR MIM”(João 14.6),

Portanto, Jesus não deixa espaço para outro, afinal a palavra NINGUÉM exclui quaisquer possibilidades de outra pessoa desempenhar este papel, seja ela próxima ou distante, carnal ou espiritual, ninguém chegará a Deus através de outra pessoa se não for através de Jesus Cristo. Ficará de fora qualquer pessoa para rogar e advogar por nós, nem mesmo Jesus disse que alguém viria primeiro a Ele e depois Ele iria ao Pai, ao contrário, Jesus disse que todos deveriam buscar nEle a solução para seus problemas:"VINDE A MIM TODOS VÓS QUE ESTAIS CANSADOS E OPRIMIDOS E EU VOS ALIVIAREI" (Mateus 11.28). Aqui, Ele não dá oportunidade para irmos a outra pessoa viva ou falecida, a outro espírito, a um anjo ou santo que não seja Ele, o Santo dos santos. (Atos 4.12.) Jesus afirmou que depois de sua morte, Ele nos mandaria um ajudador, mas quem é? Deixemos Jesus responder “E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Ajudador, Mas o Ajudador, o Espírito Santo a quem o Pai enviará em meu nome, esse vos ensinará todas as coisas...” (João 14:16,26).

Jesus nos ensinou a orar ao Pai ("Pai nosso que estás nos céus"), Convidou todos os homens a irem a Ele, diretamente a Ele: "VINDE A MIM TODOS VÓS..." Aqui Ele não deixa qualquer dúvida de que somente Ele pode resolver nossos problemas, porque somente Ele recebeu autoridade e poder. Vejamos: "Tudo me foi entregue por meu Pai" (Lucas 10.22-A). "É-me dado todo o poder no céu e na terra" (Mateus 28:18) Ora, se Jesus tem todo o poder, então para que nos preocuparmos, recorramos a Ele para advogar e resolver nossas causas, "SE, PORÉM, ALGUÉM PECAR, TEMOS UM ADVOGADO PARA COM O PAI, JESUS CRISTO, O JUSTO" (1 João 2.1) Graça a Deus, temos Jesus que nos escuta do céu, intercede por nós e o Espírito Santo que nos ajuda e nos consola aqui na terra, porque Ele é seu AMIGO, seu PAI, seu DEUS e TE AMA e sem Ele nada poderás fazer.

Até à próxima!

André Silva


domingo, 12 de junho de 2011

lição que a Argentina dá às suas crianças e que

o Brasil deveria seguir o mesmo exemplo




Enquanto o Brasil tenta distribuir o kit gay,
na Argentina crianças recebem Kit corrupção.

O governo argentino criou uma espécie de “kit anticorrupção”

para ser distribuído a 1 milhão de alunos do ensino médio no país.

O objetivo é fazer com que os adolescentes reflitam sobre

o assunto ao mostrar que atitudes transgressoras nascem

em pequenas ações, como colar em uma prova na escola.

O material de 62 páginas foi criado pelo Departamento Anticorrupção

e traz também um vídeo ficcional com a história de um jovem

que rouba as respostas de um exame de inglês, mas tempos depois

não consegue arranjar emprego por não dominar a língua.

De acordo com o jornal argentino Clarín, o guia tenta

conscientizar os jovens de que a “corrupção está

profundamente enraizada em um traço cultural.”

Para ilustrar a mensagem, o texto compara a atitude de

um funcionário público que desvia dinheiro destinado a

hospitais a de uma pessoa que pega transporte público

sem pagar passagem.

O kit afirma ainda que algumas ações, como jogar papel na rua,

por menores que possam parecer, podem influenciar outras pessoas,

o que causaria entupimento de ralos e canais e,

consequentemente, inundações.

E estas enchentes são responsáveis, muitas vezes,

pela morte de pessoas.

A divulgação de que o Departamento Anticorrupção fez um convênio

com o Ministério da Educação para utilizar o guia nas aulas

de Formação Ética e Cidadania causou polêmica.

Os críticos dizem que o conteúdo minimiza a corrupção

por parte de políticos do Estado.

Fonte R7

segunda-feira, 30 de maio de 2011


Recentemente, uma reportagem mostrou que os católicos da China desafiarão a política de seu governo que proíbea realização do Dia Internacional de Oração.

Mas como é que um governo pode proibir isso, já que a oração representa expressão, que é, para citar Barack Obama, um "direito universal"? Obama disse isso num discurso advertindo Hosni Mubarak, presidente do Egito, a não pisar nos direitos humanos de manifestantes egípcios, que estavam destruindo propriedades governamentais e queimando carros nas ruas.
Então, o que o corajoso Obama teve a dizer acerca das flagrantes violações de direitos humanos na China?

Nada. Todos os outros "líderes" ocidentais também ficaram em silêncio.

Aliás, nenhum presidente se queixou de alguma violação de direitos humanos na China, onde o Cristianismo está sob controles rigorosos, e na Coreia do Norte, onde os cristãos são, conforme mostram reportagens, enviados para a prisão, surrados, executados e, num caso, foram pulverizados com ferros a vapor, e onde Kim Jong Il, conforme as reportagens, fez com que 2 milhões de pessoas morressem de fome.

A resposta oficial do Ocidente aos ditadores desumanos é sempre a mesma:

1 - Ignorar toda e qualquer violação de direitos humanos contra os cristãos em qualquer lugar

2 - Apoiar grupos que são hostis aos cristãos

Conforme mostrei num artigo anterior, em todos os conflitos envolvendo muçulmanos, a intervenção do Ocidente levou à perseguição dos cristãos, e na maior parte, eliminou populações cristãs nativas. Cada uma das intervenções dos EUA teve esse mesmo tipo de resultado.

Saddam, embora fosse tirano, protegia os cristãos durante seu governo. Logo que foi derrubado, a perseguição aos cristãos foi imediata. O governo dos EUA sob Bush/Obama não fez nada para dar proteção. Os cristãos assírios do Iraque foram discretamente deportados para a Suécia, que lhes concedeu asilo. Pense nisto: um país sob controle dos EUA perseguindo seus cristãos com a permissão tácita dos americanos (que alegam que fazem guerra para proteger "direitos humanos").

Mubarak impunha todos os controles necessários para deter ações contra os cristãos. Ele não fez um trabalho grande, vamos dizer a verdade, mas se esforçou ao máximo em vista da atmosfera anticristã da população egípcia. Mas no dia em que ele foi expulso da presidência - sob pressão de Obama - as forças armadas do Egito dispararam em monges e funcionários de um monastério cristão copta.

A Costa do Marfim tinha um presidente cristão, Laurent Gbagbo, que afirmou que houve fraude em sua candidatura à reeleição. Aliás, havia fortes evidências de que ocorreu fraude e de que o candidato muçulmano que afirmou que ganhou tinha na verdade perdido muitos votos (conforme relatei antes, li isso num jornal francês que teve a ousadia de fazer uma reportagem sobre isso, mostrando fotos de cédulas eleitorais alteradas). A ONU deu um pontapé no cristão e declarou o muçulmano presidente sem investigar as afirmações de fraude. Numa área controlada pela ONU, 1.000 cristãos foram assassinados. Não houve nenhum protesto significativo por parte de nenhuma potência ocidental, que meses antes disso haviam investigado relatos de violações de direitos humanos cometidas pelo presidente cristão.

O próximo da fila é a Síria. Obama fixou sua atenção no presidente Basher Assad. Agora, você pode estar pensando acerca do histórico da Síria envolvendo o Cristianismo. Alguns anos atrás, um pastor sírio visitou nossa igreja e nos disse que, de modo espantoso, pelo menos naquela época, que a Síria era tão favorável aos cristãos que o governo ali realmente doava materiais de construção para a construção de igrejas cristãs. Creio que isso era verdade. A liderança não mudou desde então, de modo que estamos falando de outro país que possui relações amistosas com os cristãos, mas que logo poderá cair nas mãos de violentes e brutais islâmicos. Não é de admirar que as potências ocidentais hostis aos cristãos estejam ansiosas para ver a Síria cair. Deus proteja os cristãos ali se isso acontecer!

Qualquer um que desejar se informar sobre os detalhes da perseguição dos brutais chineses e norte-coreanos aos cristãos pode visitar os site da Voz dos Mártires (N do E: fundada por Richard Wurmbrand, autor do livro Era Marx satanista) e ler casos terríveis de violência. Contudo, qual é nossa reação ao governo da China? Por que os EUA têm políticas comerciais com eles sem nenhuma restrição e de tal magnitude que destroem as indústrias ocidentais e transformam a China na segunda nação mais rica da terra, e Obama festeja Hu Jintao na Casa Branca, ao mesmo tempo em que dissidentes chineses, inclusive Liu Xiaobao, ganhador do Prêmio Nobel, estavam presos por expressarem suas opiniões? Ao que tudo indica, a liberdade de expressão é só um "direito universal" em países islâmicos em que dissidentes buscam derrubar governos favoráveis aos cristãos. Vá em frente e me diga se estou exagerando.

Pergunta para o leitor:

Alguém aqui acha que o Ocidente, que trava guerras sem aviso prévio por causa de "direitos humanos", algum diafará qualquer coisa para proteger os cristãos fora do Ocidente? Você acha que essas mesmas potências ocidentais jamais perseguirão os cristãos ocidentais logo que virem que o clima está favorável?

Os meios de comunicação indicam constantemente que o propósito da "separação de igreja e Estado" é proteger pessoas não cristãs de violações de direitos humanos contra cristãos que têm mentalidade teocrática.

Mas eis o que a maioria de nós esquece por adormecimento:

Uma coisa - e uma coisa extremamente ruim - é o governo favorecer a religião da maioria sobre outra ou estabelecer uma teocracia. Mas outra coisa bem diferente é o governo promover, por meio de sua política externa, grupos que perseguem pessoas de qualquer religião por causa de sua religião.

É hora de nós, o povo, voltarmos a possuir o Ocidente.

De um modo muito real, estamos sob uma ocupação estrangeira hostil, perpetrada por uma coalizão de direita e esquerda do Partido Democrata e do Partido Republicano nos EUA e pela ONU, OTAN e União Europeia, cujas ações sistematicamente vão contra a vontade do povo. Nós o povo temos um direito soberano sobre nossa própria cultura e de não termos de ser manipulados a abandoná-la em favor de uma cultura estrangeira.

É claro que também temos o direito de continuar cometendo suicídio nacional se isso é o que realmente queremos.

Cabe a nós.

Será que o Ocidente tem a vontade de sobreviver?



Tradução: Julio Severo

Fonte: Laiglesforum.com

sábado, 28 de maio de 2011

E se Moisés morasse em Nova York? Um jornalista americano decidiu passar um ano inteiro seguindo as leis bíblicas ao pé da letra
Texto de Marcos Nogueira

Jesus respondeu, e disse-lhe: “Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer de novo não pode ver o reino de Deus”.

Disse-lhe Nicodemos: “Como pode um homem nascer, sendo velho? Pode, porventura, tornar a entrar no ventre de sua mãe, e nascer”?

João, 3:3-4

Nicodemos não era burro nem ignorante. São Nicodemos, aliás, era um homem letrado, um rabino do sinédrio de Jerusalém – algo como o Supremo Tribunal da Judéia nos tempos bíblicos. Jesus falava de renascimento espiritual, mas o sábio tomou demasiado literalmente Suas palavras, como mostra o Evangelho de São João. Se até os contemporâneos de Jesus tinham problemas com tantas parábolas, metáforas e alegorias, imagine o que não ocorre às pessoas do século 21, desacostumadas ao estilo empolado em que os livros da Bíblia foram escritos, milhares de anos atrás.

Aqueles que interpretam a Bíblia ao pé da letra não apenas existem, como têm voz no gabinete presidencial dos EUA. São os fundamentalistas bíblicos. Eles crêem que o Universo foi criado em 7 dias de 24 horas e não duvidam que Matusalém tenha morrido aos 969 anos (e concebido um filho aos 187 anos). Mais: a palavra é a lei. Se os livros mandam dar o dízimo, lá se vão 10% da renda da pessoa; se os textos sagrados condenam a luxúria, é dever zelar pela castidade – a própria e a alheia.

O jornalista americano A.J. Jacobs fez uma lista de 72 páginas com mais de 700 regras, do Gênesis ao Apocalipse, que arbitram a conduta do homem comum. Decidiu que passaria um ano vivendo de acordo com os preceitos bíblicos, interpretando sozinho as escrituras. E encarnou o “fundamentalista máximo”, como ele define na introdução do livro que resultou desse projeto, The Year of Living Biblically (“O Ano em Que Vivi Biblicamente”, ainda sem previsão de lançamento no Brasil).



Jacobs, um judeu que se define como agnóstico no início do livro, dividiu sua missão da seguinte forma: apenas os 3 últimos meses seriam dedicados ao Novo Testamento, exclusivo dos cristãos; os 9 primeiros abordariam o Velho Testamento, que cobre um período histórico muito mais extenso e também é adotado pelo judaísmo. Muitos dos ditames dos livros mais antigos já são observados pelos judeus de correntes ortodoxas.

No decorrer do tal ano bíblico, Jacobs foi se metamorfoseando numa espécie de Moisés a perambular pelas ruas de Nova York. Parou de aparar a barba (Levítico, 19:27), usou azeite como condicionador capilar e passou a vestir uma túnica branca (Eclesiastes, 9:8). Ainda no quesito ves­tuário, livrou-se das peças cujo tecido misturava lã e linho, pois a lei sagrada proíbe tal combinação (Levítico, 19:19). Jacobs esperava ser o único americano do século 21 a cumprir tal norma, mas encontrou um inspetor religioso especializado em examinar as roupas alheias ao microscópio, para detectar as fibras proibidas.

Julie, a mulher de A.J., não ficou lá muito contente com o novo visual do marido, mas foi outra regra bíblica que balançou a casa dos Jacobs: a proibição de tocar mulheres durante o período menstrual (Levítico, 15:19). Da porta para fora, tudo era uma maravilha para Julie. Ele não encostaria em nenhuma outra mulher, sequer apertaria sua mão, já que não poderia saber se ela estava ou não naqueles dias – exceção feita para uma colega da redação da revista Esquire, que lhe enviou as datas por e-mail. Dentro de casa, porém, a coisa ficou feia. A regra é clara e diz que a impureza da mulher menstruada se transmite para onde ela repousar o traseiro. Para contagiar o marido com sua irritação, Julie passou a sentar em todas as cadeiras do apartamento. Nosso herói não teve outra saída senão comprar um banquinho portátil que, quando dobrado, vira um cajado. Nada mais bíblico.

A esta altura, você já deve ter notado que uma boa parte das citações deste texto tem origem no Levítico. Esse é o livro que descreve o episódio em que Deus chama Moisés para o topo do monte Sinai e lhe dita os 10 mandamentos. Mas a coisa não acabou aí: Moisés passou 40 dias escutando as leis que o Senhor tinha a passar para o povo de Israel. Algumas diziam respeito à alimentação. Porco não pode (11:7). Coelho não pode (11:5). Escargot não pode (11:30). Camarão não pode (11:12), independentemente do tamanho – por acreditar que existam crustáceos microscópicos na água encanada de Nova York, alguns rabinos de lá recomendam o uso exclusivo de água mineral.

Jacobs obedeceu a todas as proibições.Mas o que de fato chamou sua atenção foi um alimento permitido: insetos saltadores (Levítico, 11:22). E por que diabos (ops!) comer grilos e gafanhotos? “A única referência a esse hábito na Bíblia é a história de são João Batista, que sobreviveu à base de gafanhotos e mel”, diz Jacobs no livro. O autor, então, agiu como o santo: encomendou uma caixa de bombons de grilo e, mui biblicamente, repartiu a refeição com um relutante amigo. Nojento? Talvez, mas nada mais que isso.

Já a ordem bíblica para apedrejar adúlteros (Levítico, 20:10) induz ao crime de assassinato. O sagaz Jacobs encontrou um jeito para obedecer à lei divina sem cair nas malhas da lei mundana. “A Bíblia não especifica o tamanho das pedras”, afirma. O que ele fez, então? Encheu o bolso com pedregulhos e foi à cata de uma vítima, o que deveria ser a parte mais difícil da tarefa. Eis que um desconhecido de 70 anos ou mais agrediu verbalmente nosso aspirante a beato, perguntando por que ele “se vestia como uma bicha”. Jacobs explicou que estava lá para apedrejar adúlteros. “Eu sou um adúltero”, disse o homem – e levou uma pedrada de leve no peito. Ponto para o vingador bíblico.

Manter escravos também não pega muito bem no Ocidente do século 21, mas era prática corrente em todo o mundo na Antiguidade. O Velho Testamento, inclusive, traz instruções para espancar o servo sem causar sua morte imediata (Êxodo, 21:21) e recomenda não arrancar seu olho (Êxodo, 21:26), sob pena de ter de libertá-lo. Jacobs já havia desistido do personal escravo quando recebeu o seguinte e-mail: um universitário se oferecia como estagiário particular. “Qual é a coisa mais próxima da escravidão nos EUA?”, pergunta o autor. “Estágio não remunerado”, responde ele mesmo. “Caiu do céu.” O rapaz aceitou a condição do escritor – que exigiu chamá-lo de “escravo” –, mas o pior castigo que recebeu foi tirar algumas cópias xerox.

Para que fazer tudo isso, afinal? O apedrejamento e o escravo foram apenas brincadeiras – embora o estagiário tenha realmente caído do céu. De resto, Jacobs não se ocupou somente de costumes exóticos e bizarros para faturar com o livro (a honestidade bíblica o obrigou a dizer que esse era, sim, um dos motivos de seu projeto). Ele impôs a si mesmo uma rotina de rezas (Salmos, 105:1), de caridade (Lucas, 11:41), de respeito às tradições de seu povo e aos idosos (Levítico, 19:32). Até palavrão ele parou de falar (Efésios, 5:4).

Essa parte menos espetacular do ano bíblico de Jacobs foi justamente a mais difícil. Para reprimir a luxúria (Oséias, 4:10), o autor cobriu com fita adesiva as imagens de potencial apelo sexual de sua casa – inclusive a foto de uma mulher vestida de gueixa numa caixa de chá. Não funcionou. O método mais eficiente de resistir à tentação, segundo ele, era pensar na própria mãe (aqui temos um claro abuso do voto de honestidade do autor).

Também a cobiça (Êxodo, 20:17) foi dura de controlar. Um dia, Jacobs listou as coisas que cobiçara desde a manhã: o cachê que outro escritor cobra por palestra, um computador PDA, a paz mental do fulano da loja de Bíblias, o jardim da vizinha, George Clooney e o roteiro do filme Como Enlouquecer Seu Chefe, de Mike Judd. E isso ele escreveu às 2 horas da tarde.

O maior desafio de A.J. Jacobs, contudo, foi a fé – que, convenhamos, é um requisito e tanto para ser plenamente bíblico. O escritor do início do livro é um homem de 38 anos, com um filho de 2 anos e uma enorme vontade de aumentar a família (Gênesis, 1:22). Ele não tem fé, mas sente falta de um alicerce moral para o próprio lar e mergulha na religião, um terreno desconhecido. Nos primeiros meses, sente-se desconfortável ao rezar; perto do fim do projeto, experimenta o êxtase místico – dançando feito um rabino louco ao som de Beyoncé, na festa de 12 anos (bat mitzvah) de uma sobrinha. Mas ainda se declara agnóstico.

Aparentemente, o cara conseguiu encontrar o sentido que buscava. E uma explicação, embora nem sempre convincente, para cada uma das regras bíblicas. A enorme barba, por exemplo, serve para indicar que se trata de um homem de paz. Um guerreiro nunca a usaria, pois o inimigo se agarraria aos seus pêlos – assim lhe disse um líder religioso em Jerusalém.

Jacobs encontra sentido até no mais estapafúrdio dos mandamentos, que ordena decepar as mãos da mulher que agarrar “as vergonhas” do oponente de seu marido em uma briga (Deuteronômio, 25:11-12). Aqui, a mensagem oculta é: a mulher causou vergonha tanto ao próprio marido (que venceu a luta injustamente) quanto ao inimigo dele. A interpretação rabínica das escrituras diz que a mulher que envergonha o marido deve pagar uma multa – a mutilação é metafórica.

Se os judeus aceitam como metáfora uma ordem divina e os cristãos ignoram muito do Velho Testamento – a vinda de Cristo teria anulado a necessidade de circuncisão, entre outras coisas –, quem segue a Bíblia ao pé da letra, de cabo a rabo? “Ninguém”, conclui Jacobs, “nem os fundamentalistas”. Quem se propõe a fazer uma leitura literal da Bíblia acaba sempre escolhendo o que vai obedecer.


Testemunhas de Jeová

Não prestam serviço militar porque “todos os que lançarem mão da espada, à espada morrerão” (Mateus, 26:52). Não celebram o Natal ou outra data cristã, pois a Bíblia nada fala a respeito disso. Tampouco comemoram aniversários, pois as únicas menções bíblicas a eles são em festas de gente má – um faraó e um rei judeu mancomunado com os romanos. E repelem as transferências de sangue numa interpretação radical da frase bíblica “nenhum sangue comereis” (Levítico, 7:26).


Judeus messiânicos

No capítulo 19 do livro Números, há uma profecia a respeito de uma novilha vermelha, sem nenhum pêlo de outra cor, que deve ser sacrificada e cremada para a purificação espiritual de quem tocar suas cinzas. Acontece que os sacrifícios animais só podem ocorrer no templo de Jerusalém. O 2º templo de Jerusalém foi destruído pelos romanos, e a construção do 3º templo marcará a chegada do Messias. Judeus ultra-ortodoxos dos EUA tentam criar a tal novilha na esperança de que ela seja o estopim dessa era messiânica. Até agora, sem sucesso.


Domadores de cobras

Alguns pastores da Igreja de Deus no sul dos EUA brincam com cobras venenosas como uma prova de fé. Eles fazem isso porque a Bíblia afirma que os homens de fé em Cristo “pegarão nas serpentes” (Marcos, 16:18). Uma interpretação menos literal diz que as cobras são, na verdade, dificuldades e provações.


The Year of Living Biblically

A.J. Jacobs, Simon & Schuster, EUA, 2007. Versão digital disponível para download em: ebooks.palm.com

Fonte: http://super.abril.com.br/superarquivo/2007/conteudo_545664.shtml

sábado, 7 de maio de 2011



7 MOTIVOS PARA CRERMOS NO INFERNO

1. Jesus ensinou a existência do inferno. As Escrituras afirmam enfaticamente a doutrina do inferno. Algumas das afirmações mais fortes de que existe um inferno vêm de Jesus Cristo, a segunda Pessoa da Trindade. Ele falou mais sobre o inferno que sobre o céu. Jesus advertiu: “Não tenham medo dos que matam o corpo, mas não podem matar a alma. Antes, tenham medo daquele que pode destruir tanto a alma quanto o corpo no inferno” (Mt 10.28). Ele acrescentou sobre aqueles que o rejeitam: “Assim como o joio é colhido é queimado no fogo, assim também acontecerá no fim desta era” (Mt. 13.40). Jesus é a pessoa na Bíblia que mais falou sobre inferno, e isto demonstra que Ele considera essa doutrina relevante.

No sermão profético, proferido no Monte das Oliveiras, nosso Senhor disse que no juízo final, Deus dirá “aos que estiverem a sua esquerda: malditos, apartem-se de mim para o fogo eterno preparado para o diabo e os seus anjos” (Mt 25.41). Sobre a seriedade do perigo do inferno, Jesus advertiu: “Se a sua mão fizer tropeçar, corte-a. É melhor entrar na vida mutilado do que, tendo as duas mãos, ir para o inferno, onde o fogo nunca se apaga” (Mc 9.43). A realidade do inferno é óbvia segundo a história vívida, contada por Jesus em Lucas 16. Essa história é diferente de uma parábola já que nela Jesus usa o nome real de uma pessoa (Lázaro). A história fala do destino de um rico e um mendigo, Lázaro, após a morte: “Ora, havia um homem rico que se vestia de púrpura e de linho finíssimo, e todos os dias se regalava esplendidamente. Ao seu portão fora deitado um mendigo, chamado Lázaro, todo coberto de úlceras; o qual desejava alimentar-se com as migalhas que caíam da mesa do rico; e os próprios cães vinham lamber-lhe as úlceras. Veio a morrer o mendigo, e foi levado pelos anjos para o seio de Abraão; morreu também o rico, e foi sepultado. No inferno, ergueu os olhos, estando em tormentos, e viu ao longe a Abraão, e a Lázaro no seu seio. E, clamando, disse: Pai Abraão, tem misericórdia de mim, e envia-me Lázaro, para que molhe na água a ponta do dedo e me refresque a língua, porque estou atormentado nesta chama. Disse, porém, Abraão: Filho, lembra-te de que em tua vida recebeste os teus bens, e Lázaro de igual modo os males; agora, porém, ele aqui é consolado, e tu atormentado. E além disso, entre nós e vós está posto um grande abismo, de sorte que os que quisessem passar daqui para vós não poderiam, nem os de lá passar para nós. Disse ele então: Rogo-te, pois, ó pai, que o mandes à casa de meu pai, porque tenho cinco irmãos; para que lhes dê testemunho, a fim de que não venham eles também para este lugar de tormento. Disse-lhe Abraão: Têm Moisés e os profetas; ouçam-nos. Respondeu ele: Não! pai Abraão; mas, se alguém dentre os mortos for ter com eles, hão de se arrepender. Abraão, porém, lhe disse: Se não ouvem a Moisés e aos profetas, tampouco acreditarão, ainda que ressuscite alguém dentre os mortos.” (Lc 16.19-31).

2. A Bíblia ensina que o inferno existe. Outros escritos inspirados do NT afirmam a existência do inferno. Talvez o relato mais detalhado seja o Apocalipse de João: “E vi um grande trono branco e o que estava assentado sobre ele, de cuja presença fugiu a terra e o céu, e não se achou lugar para eles. E vi os mortos, grandes e pequenos, que estavam diante do trono, e abriram-se os livros. E abriu-se outro livro, que é o da vida. E os mortos foram julgados pelas coisas que estavam escritas nos livros, segundo as suas obras. E deu o mar os mortos que nele havia; e a morte e o inferno deram os mortos que neles havia; e foram julgados cada um segundo as suas obras. E a morte e o inferno foram lançados no lago de fogo. Esta é a segunda morte. E aquele que não foi achado escrito no livro da vida foi lançado no lago de fogo.” (Ap 20:11-15).

O apóstolo Paulo falou da separação eterna de Deus, dizendo: “... quando o Senhor Jesus for revelado lá dos céus, com os seus anjos poderosos, em meio a chamas flamejantes. Ele punirá os que não conhecem a Deus e os que não obedecem ao Evangelho de nosso Senhor Jesus. Eles sofrerão a pena de destruição eterna, a separação da presença do Senhor e da majestade do seu poder.” (2 Ts 1.7b-9)

O autor de Hebreus acrescenta uma observação de finalidade: “...aos homens está destinado a morrer uma só vez e depois disto enfrentar o juízo.” (Hb 9.27)

3. A justiça de Deus exige o inferno. Além de afirmações diretas, as Escrituras oferecem razões para a existência do inferno. Uma é que a justiça exige a existência do inferno, e Deus é justo (Rm 2). Ele é tão puro e imaculado que não pode sequer ver o pecado (Hc 1.13). Deus trata todos com igualdade: “pois em Deus não há parcialidade”. (Rm 2.11) Como Abraão declarou: “Não agirá com justiça o juiz de toda a terra?” (Gn 18.25) O Salmo 73 representa as passagens que ensinam que nem toda justiça é feita nesta vida. Os perversos parecem prosperar (v. 3). Logo a existência de um lugar de castigo para os perversos após esta vida é necessária para manter a justiça de Deus. Certamente não haveria justiça real se não houvesse um lugar de castigo para as almas desvairadas de Stalin e Hitler, que iniciaram o massacre impiedoso de milhões (inclusive Adolf Hitler foi responsável pela morte de 6 milhões de judeus). A justiça de Deus exige que há um inferno.

Jonathan Edwards argumentou que mesmo um único pecado merece o inferno, já que o Deus Eterno e Santo não pode tolerar nenhum pecado. Cada pessoa comete muitíssimos pecados em pensamentos, palavras e ações. Tudo isso é intensificado pelo fato de que rejeitamos a imensa misericórdia de Deus. Acrescenta-se ainda a prontidão do homem em reclamar da justiça e misericórdia de Deus, e temos evidências abundantes da necessidade do inferno. Se tivéssemos verdadeira consciência espiritual, não ficaríamos abismados com a severidade do inferno, mas sim com nossa própria depravação (Edwards , 1 p. 109).

4. O amor de Deus exige o inferno. A Bíblia afirma que “Deus é amor” (1 Jo 4.8,16) mas o amor não pode agir coercivamente, apenas persuasivamente. Um Deus de amor não pode forçar as pessoas a amá-Lo. Paulo falou que as coisas são feitas livremente e não por obrigação (2 Co 9.7). Amor forçado não é amor, é estupro. Um ser amoroso sempre dá “espaço” para outros. Como C. S. Lewis escreveu: ‘O Irresistível e o Irrefutável são as duas armas que a própria natureza do seu esquema o impede de usar. Anular o livre-arbítrio humano (...) seria inútil para ele. Ele não pode forçar. Só pode atrair.’ (Lewis, Cartas do inferno, cap. 8).

Logo, os que escolhem não amar a Deus devem ter o direito de não amá-lo. Os que não desejam estar com Ele devem ter permissão para ficar separados dEle. O inferno permite a separação de Deus.

5. A dignidade humana exige o inferno. Já que Deus não força as pessoas a ir para o céu contra a sua vontade, o livre-arbítrio humano exige um inferno. Jesus exclamou: “Jerusalém, Jerusalém, você, que mata os profetas e apedreja os que lhe são enviados! Quantas vezes quis eu reunir os seus filhos, como a galinha reúne os seus pintinhos debaixo das suas asas, e vocês não quiseram!” (Mt. 23.37), como Lewis disse: ‘Há apenas dois tipos de pessoas no final das contas: aquelas que dizem a Deus: “Seja feita a tua vontade” e aquelas a quem Deus diz, no final: “Seja feita a tua vontade”’ (Cartas do inferno, p. 69).

6. A soberania de Deus exige o inferno. A não ser que haja inferno não há vitória final sobre o mal. Pois o que frustra o bem é o mal. O trigo e o joio não podem crescer juntos para sempre. Há uma separação final, senão o bem não triunfará sobre o mal. Como na sociedade, o castigo do mal é necessário para que o bem prevaleça. Da mesma forma, na eternidade o bem deve triunfar sobre o mal. Se isso não acontecer, Deus não está no controle total. A soberania de Deus exige o inferno, senão Ele não seria o Vencedor final sobre o mal que a Bíblia declara que Ele é (v. 1Co 15.24-28; Ap 20—22).

7. A cruz de Cristo implica a realidade do inferno. No centro do cristianismo está a cruz. (1 Co 1.17,18; 15.3). Sem ela não há salvação (Rm 4.25; Hb 10.10-14). É a razão pela qual Cristo veio ao mundo (Mc 10.45; Lc 19.10). Sem a cruz não há salvação (Jo 10.1,9,10: At 4.12). Apenas por meio da cruz podemos ser libertos dos nossos pecados (Rm 3.21-26). Jesus sofreu grande agonia e até separação de Deus na cruz (Hb 2.1-18; 5.7-9). Antecipando a cruz, Jesus “orou ainda mais intensamente; e o seu suor era como grandes gotas de sangue que caiam no chão” (Lc 22.44). Mas por que a cruz e todo esse sofrimento, a não ser que haja o inferno? A morte de Cristo perde o seu significado eterno a não ser que haja uma separação de Deus da qual as pessoas precisam ser salvas.

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Casamento gay é um oxímoro. A família é a célula fundamental da sociedade. A família - e através dela a sociedade - têm sua fonte e origem no casamento.


Recentemente, a Corte Européia de Direitos Humanos aceitou uma ação judicial de duas moscovitas, Irina Fet e Irina Shepitko, alegando que as autoridades e a Federação Russa se recusavam a registrar sua união de mesmo sexo. Elas estão tentando legalizar e tornar socialmente aceitável a perversão das práticas homossexuais e o casamento entre pessoas de mesmo sexo na Rússia. A Corte Européia de Direitos Humanos tem tentado, há algum tempo, impor a homossexualidade a todos os membros da união. A Rússia deveria militar na oposição à aceitação das práticas homossexuais.

No Ocidente, a legalização da homossexualidade já levou à proliferação do crime e à destruição da unidade familiar. Crianças de apenas cinco anos de idade - que não têm nenhum conhecimento sobre sexo - estão sofrendo uma lavagem cerebral nas escolas para aceitarem a perversão das práticas homossexuais como sendo normais e dignas de louvor.

Há muitas informações enganosas e distorção de fatos disseminados pela imprensa hoje sobre a homossexualidade. A mídia ocidental frequentemente retrata o estilo de vida e os relacionamentos homossexuais como felizes, saudáveis e estáveis. Pelo contrário. Há taxas muito altas de promiscuidade sexual entre a população homossexual, com uma curta duração até em relacionamentos "sérios". Os homossexuais também têm taxas muito altas de doenças infecciosas sexualmente transmissíveis, como o HIV.

Além do mais, muitos estudos mostram taxas muito mais altas de doenças psiquiátricas, como depressão, tentativas de suicídio e abuso de drogas entre homossexuais do que entre a população em geral. E as estatísticas -- que comparam os homossexuais às minorias étnicas expostas ao racismo -- indicam que isto não é devido à "homofobia". O estilo de vida homossexual também está associado a uma expectativa de vida reduzida em até 20 anos.

O comportamento homossexual é anormal, imoral e anti-vida. Ele fecha o ato sexual ao dom da vida e não é inato, como alguns acreditam. O assim chamado "gene gay" nunca foi encontrado. A Bíblia também condena clara e inequivocamente as práticas homossexuais.

O Dr. Francis Collins, que recebeu a Medalha Presidencial da Liberdade por seu trabalho de sequenciar o código genético humano, na verdade provou que a homossexualidade não está "escrita" geneticamente. Se a genética fosse determinante, disse ele, então gêmeos idênticos mostrariam praticamente sempre o mesmo padrão de atração pelo mesmo sexo. Entretanto, um estudo do Australian Twin Registry mostrou que apenas 11% dos gêmeos idênticos com atração pelo mesmo sexo tinha um irmão ou irmã que também a experienciavam.

Em 1973, os ativistas homossexuais conseguiram pressionar a Associação Americana de Psiquiatria (AAP) a remover a homossexualidade de sua lista de transtornos mentais. Esta reviravolta, de acordo com um estudo científico do Dr. Jeffery B. Satinover, diretor do Centro Internacional Durckehim-Gladstone para Análise Quantitativa, em Washington, se deveu a certo viés, alegações falsas, falta de conhecimento científico, falta de experiência clínica e evidências forjadas.

Essencialmente, a decisão da AAP foi influencida pelos argumentos de Evelyn Hooker e Alfred Kinsey, cujos dados apresentados foram fraudulentamente manipulados por um escandaloso viés de amostragem populacional e a insistência, e mesmo o suborno, junto a seus participantes presos e, nos outros casos, na maioria das vezes, membros institucionalizados. O estudo de Hooker, que não continha nenhum detalhe do procedimento científico envolvido, não se adequa aos mais básicos preceitos do método científico. A inadequação de sua pesquisa foi reconhecida até pelo periódico que a publicou.

Estudos científicos autênticos mostram que a homossexualidade está ligada à pedofilia. Por exemplo, um estudo de 1992 da Revista de Terapia Sexual e Marital descobriu que os homens homossexuais tinham três vezes mais propensão do que os homens heterossexuais a praticarem a pedofilia. Um estudo de 1988 com 229 molestadores sexuais de crianças presos, publicado nos Arquivos do Comportamento Sexual, descobriu que 86% dos pedófilos se descreviam como homossexuais ou bissexuais. Um artigo de 2000 na mesma revista concluiu que entre os pedófilos a taxa de atração homossexual é de seis a 20 vezes mais alta que entre a população masculina em geral. O Dr. Richard Fitzgibbons, um psiquiatra americano com vasta experiência no tratamento de padres com pedofilia, afirmou: "Todos os padres que eu tratei que estavam envolvidos sexualmente com crianças tinham anteriormente estado envolvidos em relacionamentos homossexuais."

Igualmente sólidas são as evidências dos próprios ativistas gays, que afirmam claramente que há uma ligação entre o estilo de vida gay e a pedofilia. Por exemplo, Alfred Kinsey, o pesquisador sexual, descobriu em 1948 que 37% de todos os homens gays admitiram ter feito sexo com crianças com menos de 17 anos. Os ativistas gays Jay e Young também relataram em 1979 que os homens gays predavam adolescentes ou garotos mais jovens.

A Dra. Michelle Cretella, uma das diretoras da American College of Pediatricians também concluiu a partir de múltiplos estudos que as crianças criadas por casais gays são confusas a respeito dos gêneros e sofrem grandes riscos de doenças sexualmente transmissíveis. Cretella observou que os adolescentes e jovens adultos se comportando de maneira homossexual sofrem de taxas aumentadas de depressão, ansiedade, distúrbios alimentares, vícios e idéias suicidas. Além disto, os garotos que adotam um estilo de vida homossexual por causa da influência de seus pais de mesmo sexo têm 30 % de chances de estarem mortos ou HIV positivos com a idade de 30 anos.

O Relatório Laumann, publicado em 1994, é hoje universalmente reconhecido como definitivo. Em resumo, suas maiores descobertas são de que a homossexualidade não é um traço estável e que ela tende a se converter espontaneamente em heterossexualidade na medida em que um indivíduo envelhece; que a identidade sexual não é fixada na adolescência, mas continua a mudar no curso da vida e que não há evidências de que a homossexualidade seja inata. Agora podemos dizer que os jovens que desenvolvem uma identidade homossexual a mantêm devido a seu meio social. O meio social é a estrutura familiar e a cultura criada, inter alia, pelas decisões implementadas pelos Juízes da Suprema Corte dos Estados Unidos, agindo em coordenação com a representação enganadora das evidencias científicas fornecidas pela AAP e a Associação Nacional de Servidores Sociais.

Os homossexuais tendem a rotular injusta e irresponsavelmente todos os que se opõe à atividade homossexual de "homofóbico" -- o próprio termo "homofobia" tendo a intenção de denotar um distúrbio. Deste modo, eles tentam impor seu próprio comportamento e estilo de vida perturbados à sociedade, sob o disfarce de tolerância. Os ativistasgays já fizeram grandes esforços para derrubarem ou distorcerem as evidências, mas elas permanecem fortes demais para serem descartadas. No fundo, estamos lidando aqui não com "direitos humanos", mas com homossexualidade e a destruição da unidade familiar -- a célula fundamental da sociedade.

O casamento é uma instituição que predata a civilização, ordenada por Deus e exclusiva a um homem e uma mulher, que recebem a responsabilidade de procriarem a raça humana e cuidarem, educarem e passarem adiante valores e costumes comuns à sua prole. Redefinir o casamento pra incluir casais do mesmo sexo é roubar o casamento de um componente essencial, a saber, a capacidade e a obrigação de procriar. Isto tornaria o casamento sem sentido e o abriria a uma revisão e redefinição sem fim.

Não surpreende que todos os estudos com credibilidade apoiem o fato de que as crianças vão melhor na escola, vivem vidas mais saudáveis e se tornam contribuintes melhores para a sociedade quando criadas tanto por uma mãe quanto por um pai no mesmo lar. A sociedade agora está vendo os resultados do "divórcio causal" dos anos 70 e "os filhos fora do matrimônio" dos anos 80, agora que os filhos desta geração têm todos estes problemas psicológicos.

Uma vez legal, o poder coercitivo do estado punirá os que se recusarem a endossarem os casamentos gays. Isto já está acontecendo na Província de Saskatchewan, no Canadá. Em um regime legal que permite o casamento homossexual, as autoridades públicas são obrigadas a oficiarem em "cerimônias de casamento" de pessoas do mesmo sexo. As escolas públicas também são obrigadas a ensinarem às crianças que as práticas homossexuais são boas e saudáveis, independentemente do desejo de seus pais. Ah, Canadá!

Casamento gay é um oxímoro. A família é a célula fundamental da sociedade. A família - e através dela a sociedade - têm sua fonte e origem no casamento. O casamento tem como dever a geração e educação de prole.

Como expressão básica da natureza social do homem, o casamento existe somente entre um homem e uma mulher, que, por meio da entrega pessoal de si ao outro, perfectibilizam um ao outro numa comunhão de pessoas. Este desenvolvimento humano dos cônjuges, e a criação adequada de crianças que são fruto destas uniões, dão uma contribuição imensa ao bem comum. Não é necessário ter qualquer religião em particular ou pertencer a um partido político em particular para se reconhecer isto, ou que a família baseada no casamento é o melhor meio de se criarem crianças felizes e produtivas.

César Augustus, um pagão, tentou fortalecer a sociedade romana proibindo por lei o adultério e a sodomia e encorajando o casamento tradicional e a procriação. Ele compreendeu que há uma coisa chamada moralidade pública. O imperador Augusto viu isto, mas era tarde demais para vencer a licença sexual da República Romana tardia. Esta foi a verdadeira razão pela qual ela desabou. Esperemos que o mesmo não aconteça na Rússia.

Dadas as evidências acachapantes sobre a homossexualidade e sua tendência a minarem os fundamentos da família, os casais de mesmo sexo não devem ter quaisquer direitos legais. Pelo contrário, deve-se fazer vigorosa oposição a isto. São Paulo nos diz que a "aberração" da homossexualidade é tanto a prova quanto o resultado da exclusão de Deus da atenção coletiva e da vida social. A postura cristã sobre a homossexualidade da modernidade deve distinguir o respeito devido às pessoas e o necessário repúdio a uma ideologia exaltada da homossexualidade.

Ao se defender o casamento tradicional, a família e ao se renunciarem as práticas homossexuais, não se limitam, antes, se defendem, a liberdade e a dignidade realista e autenticamente compreendidas.



Paul Kokoski:
Pravda, 11 de fevereiro de 2011

Original: Is there anyone left to defend traditional marriage?