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segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Fé – menino


Está faltando homem no mundo, dizem as mulheres em busca de um amor, embora essa afirmação recaia sobre a alegação de que parte dessa classe tenha aderido à homossexualidade, já outros acreditam que homens existem muitos, mas homens de verdade são raros. A questão é simples, o discurso machista e mal interpretado das Escrituras Sagradas deu vez a uma série de desentendimentos, separações e retrações sobre o desejo de amar. A submissão da mulher ainda mal compreendida por muitos a fez esconder dezenas de abusos e maus tratos por parte dos seus maridos a quem prometeram na alegria ou na dor estar lado a lado, quando a alegria reprimiu-se na esperança de que o seu homem vivesse tal papel, não de forma masculinizada e sim fé – menino.

“Essa será para mim carne da minha carne, ossos dos meus ossos” disse Adão, portanto nenhuma representação masculina caberia nesse discurso e sim uma mistura macho e fêmea que se integrariam e se completariam ambos conscientes de seus papeis. Embora, a superposição masculina retraiu no homem ao longo dos anos sua capacidade de amar ou de compreender o que é o amor e isto decorre do contexto de aculturação social. Ensinaram o homem mandar, mas não lhe ensinaram a didática do diálogo, logo “Eu sou o cabeça, eu mando”. Por outro lado, aprisionadas pelo pensamento de baixar a cabeça sem o direito de opinar, a mulher aceita tal submissão como forma de prêmio, afinal onde ela encontraria um marido que a suprisse materialmente, socialmente e fisicamente?

Nos séculos XVII e XVIII as mulheres não podiam opinar, só sabiam contar até cinco e a ela foi lhe dada a atribuição de cuidar apenas dos filhos e da casa. Em contrapartida, no século XIX a mulher encontra-se com a leitura de folhetim que a liberta de seu cativeiro, então passa a sonhar com príncipes encantados e com o homem a quem ansiava seu coração, trazendo outros desdobramentos sobre o que seria submissão, se valeria apena apanhar, ser vítima de maridos frios, grosseiros e adúlteros para sustentar socialmente o título de casal perfeito.

O homem por sua vez, compromissado em ser o supridor do lar, se esqueceu em ser o supridor da mulher. “Essa é para mim carne da minha carne” Todos os anseios que o homem sentisse em carne estariam também embutidos nela, são da mesma natureza. Antes preferiu ele deixá-la com um papel menor e passivo e ao deitar ela seria apenas um depósito para aliviar suas tensões, quando sendo da mesma carne ela também mereceria ganhar em troca ou em dobro a mesma disponibilidade e submissão que ela se dispôs em estar ao lado dele, porém ganhou frieza, grosseria e incompreensão a ponto de muitos maridos nem mais respeitarem as regras de sua mulher deixando claro que amar na forma mais masculinizada possível seria um simples deitar como se o amor em sua forma plena mantivesse uma posição horizontal, quando a falta de sensibilidade em perceber que existem trocas de carinho mais profundas e agradáveis que um simples deitar, acabou por trincar a relação a dois e angustiar a mulher a quem prometeu diante de Deus amar até que a morte os separe, quando separado dentro do mesmo teto já se está desde o dia que se perdeu a sensibilidade e a compreensão do seu real papel “carne da minha carne” e se intitulou superior a própria carne sua sem se emparelhar, sem combinar, sem dialogar, sem perceber, sem ter fé – menino.

Nessa direção, por volta da década de oitenta a mulher vai tomando espaço na sociedade e no mercado de trabalho, atividades destinadas a homens agora são dirigidas por mulheres e hoje não se imagina que elas fiquem de fora, algumas decidem só engravidar muitos anos depois e se dopam com medicamentos sem perceber das deformações ocasionadas no futuro com sua saúde uterina, abdicou a educação dos filhos pela sua independência financeira, sua carreira de sucesso vem pesando nos ombros, pois enquanto se milita por uma posição ao sol, os filhos estão entregues à programação banalizada da TV, as babás sem formação cultural e aos amigos na escola. Por outro lado, muitas solteiras que tentam a independência a todo custo precisam saber que tal posição não pode ser maior que o seu amor e submissão, “carne da minha carne”, por isso muitas vezes não é só o homem culpado pela relação ruir, a mulher independente ou melhor com ego inflado pode não ser capaz de trocar de marido, mas é capaz de deixá-lo para ficar com emprego acreditando na garantia de sua estabilidade como sustentáculo de vida, quando a vida sem amor e companheirismo é mais fria que o cemitério. Então querida mulher, vale apena mesmo ser independente?

Não quero dizer que a independência feminina seja algo ruim ao relacionamento, sejamos honestos a entender que muitas mulheres não têm limites e são imaturas em suas escolhas: planejam um filho para três anos, quando sabemos que Jesus vai voltar hoje, planejar é uma coisa, deixar de viver a vida a dois para mergulhar num curso específico é outra e no mínimo o tempo que deveria ser dado ao par, a atenção, o companheirismo, o afeto, as brincadeiras, os passeios são deixados em segundo planos por um sonho capitalista que vai ficar aqui nesse chão.
Muitos leitores dirão que o contexto econômico não comporta um casamento e filhos de início, mas não podemos deixar de crer na provisão divina, passamos a crer no nosso bolso, o nosso salário foi endeusado, passamos a valer o que ganhamos porque Deus foi escanteado como aquele que provê e faz o azeite da botija multiplicar.
Uma coisa é certa, não há espaço para masculinização nem para o feminismo, submissão é coisa de gente amadurecida, submissão não é só feminina, mas também de homens cheios do Espírito de Deus, apenas estes compreendem no tempo e no espaço que a carne de sua carne não tem um papel menor e sim é o braço forte de todo homem que almeja atravessar os desertos da vida, apenas ao lado de um homem “fé – menino”, isto é, homem nas mãos do oleiro, submisso a Deus e amante da carne de sua carne é que a relação homem – mulher perdurará até que a morte os separe sem se separarem mortos em si mesmos.
Portanto, não haverá disputas, nem friezas, o cabeça da família dará a última fala embasada na fala de sua companheira, porque juntos e somente juntos o tecido da vida será costurado por mãos sensíveis que de tão fortes tecerão a casa material e espiritual cheia e revestida do poder do alto, exalando beleza numa adoração plena e aprovada por aquele que uniu o que o feminismo e machismo manchou sem fé na ilusão egoísta do ser, cegos nas suas ignorâncias, bêbados da luxúria do ter, mas crendo que um dia caídos aos pés de Cristo haja um resgate total de tudo o que podia ter sido e não foi, assim submissos a Deus ambos descobrirão na madureza do caminho que o amor chegou e que é possível viver a dois e serem um para o outro uma completude, aqui, agora e até a volta do nosso Deus.
Até a próxima!

André Silva

2 comentários:

claudineiaanalia disse...

Muito bom o blog!! Parabéns!!

Henrique Abrantes disse...

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